O prefeito Marquinhos Trad (PSD) vetou o projeto de lei da Câmara dos Vereadores para a criação do terceiro turno nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) e ESF (Estratégica de Saúde Familiar). Conforme o veto, o plano sai das diretrizes do poder municipal e invade as competências do Poder Legislativo e Executivo.

"Embora reconhecendo o nobre desígnio que certamente motivou a apresentação do Projeto de Lei n. 8.693/2017, a medida não reúne as condições imprescindíveis à sua conversão em lei, impondo-se, em consequência, o seu veto total uma vez que, primeiro, invade matéria de competência privativa do Executivo, já o texto da norma não se restringe a apresentar diretrizes a serem cumpridas e objetivos, mas sim institui, propriamente, ações específicas, legislando sobre o serviço municipal de saúde”, prevê a suspensão.

O projeto foi apresentado pela vereadora Cida do Amaral (PROS), onde apresentava a criação do turno de atendimento das 19h às 22h. Além disso, sugeria que o Executivo regulamentasse  para que aperfeiçoasse o remanejamento de médicos plantonistas das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e CRS (Centro Regional de Saúde) para atender pacientes com baixo risco de saúde.

O atendimento também seria direcionado conforme o exame que o paciente passaria, para que o número de atendidos não fosse de alto fluxo, podendo então, o médico receber por produtividade.