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Sindicato diz que caminhoneiros de MS estão voltando ao trabalho
Ainda nesta manhã os caminhoneiros voltaram ao trabalho
Após reuniões nos pontos de concentração da paralisação, o Sindicato dos Caminhoneiros de Mato Grosso do Sul (Sindicam-MS), e Sindicato dos trabalhadores de Transporte de Cargas (Sindicargas), informaram que aceitaram a proposta do governo do estado na redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com isso foi decidido o fim da greve e os caminhoneiros voltarão ao trabalho nesta quarta-feira.
Conforme o presidente do Sindicam, Roberto Sinai, pela manhã, reuniões foram realizadas no principal trecho da paralisação, na BR-163, próximo ao posto de combustível Caravagio, em Campo Grande. Cerca de 19 mil associados analisaram a oferta e decidiram voltar ao trabalho. O movimento que ainda permanece no local está diminuindo, segundo ele.
“Nós precisávamos parar por falta de condições, mas o governo se sensibilizou e atendeu as reivindicações dos colegas e felizmente voltamos a trabalhar agora de manhã. Todos os colegas que discutiram a respeito concordaram e aceitaram a proposta que passa a valer no dia 1° de junho. A adesão foi 100%, foi uma paralisação por falta de condições, as pessoas tocaram até onde deu, até que chegou o momento que ninguém aguentava mais, e resolvemos parar, graças a Deus que o governo foi sensível e prometeu condições para nós trabalharmos”, disse.
O representante do Sindicargas, Elton Celin Gonçalves, também afirmou que qualquer decisão dos caminhoneiros seria apoiada. “O sindicato é representante dos trabalhadores, então a nossa posição é apenas apoiar a decisão que for tomada pelos organizadores, vamos dizer assim. Nós acompanhamos o que a mídia divulga, porque essa grave social foi organizada pelos autônomos. Não tem como dizer se vamos continuar ou não, porque não protocolamos uma pauta, apenas damos apoio. Se eles nos disserem que aceitarão o acordo e decidir parar a greve, nós também apoiaremos”.
Com a grave que durou 10 dias, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), apresentou o plano traçado pelo presidente da Famasul, Mauricio Saito, durante a reunião com o Comitê de Monitoramento da Crise (CMC), de reduzir de 17% para 12% o valor do ICMS do diesel, porém, apenas se as estradas fossem desobstruídas.