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MPMS denuncia Petrobras por danos ambientais ocorridos em posto na capital
A Petrobras, se condenada, pode chegar a pagar multa de R$ 10 milhões
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 34ª Promotoria de Justiça, propôs ação civil pública condenatória sobre a Petrobras, devido a contaminação do solo e água em posto de gasolina de Campo Grande.
A Promotoria de Justiça realizou termo de ajustamento de conduta para instalar sistema de remediação e descontaminar a área onde funciona o posto de combustível.
Na época, o termo foi assinado com Auto Posto Saldiva, mas após alterações na propriedade, ficou como responsável o Posto Shiriashi localizado na avenida Júlio de Castilhos, na capital.
O responsável pelo posto não apresentou provas da descontaminação, ocorrendo a execução da proposta de ação civil pública, pedindo que seja reparado o meio ambiente, mantendo o sistema de remediação sem paralisação e também pagamento de multa indenizatória por danos morais ambientais no valor de R$ 10 milhões.
Levantamento sobre danos ambientais
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Campo Grande (Semadur) havia feito levantamento técnico no posto e o MPMS percebeu que a Petrobras adquiriu o imóvel (que anteriormente era da BR distribuidora) e tinha o controle das empresas que operavam o sistema de remediação, a fim de reparar o dano ambiental.
Porém toda vez que ocorria o vencimento do contrato entre a Petrobras e a BR Distribuidora, os trabalhos de remediação eram interrompidos, sem aviso ou autorização da Semadur.
Durante averiguação e estudo técnico, a Semadur demonstrou que em razão dessas paralisações houve uma piora na contaminação do lençol freático do solo por substâncias químicas, como o benzeno, de 2016 para 2017.
Em reunião com a BR Distribuidora/Petrobras, foi oferecida a possibilidade de assinar um termo de ajustamento de conduta, mas a companhia recusou. Devido a esta recusa, a proposta de ação civil pública foi executada pela 34ª Promotoria de Justiça.