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Filhote de onça-pintada é resgatado e recebe tratamento na UFMS
Ainda não há data certa para transferir o animal para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) ou para devolvê-la ao seu habitat
Desde a última quarta-feira (8) a Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (Famez) abriga uma onça-pintada macho, resgatada na região do Pantanal de Corumbá em condições precárias de saúde. O animal foi encontrado no pátio de uma escola local e um time foi mobilizado para capturá-lo agora o felino está em tratamento intensivo no Hospital Veterinário da UFMS.
Segundo informações da assessoria da universidade funcionários da Escola Rural Jatobazinho, avistaram a onça no pátio do local e contataram o pesquisador de Pós-Doutorado, Gediendson Ribeiro de Araújo, que juntou uma equipe para capturar o animal e trazê-lo para a universidade.
Segundo os médicos o felino apresentava um quadro de inanição crônica e desidratação severa, por ficar muito tempo sem se alimentar. Pela pouca idade, estima-se que tenha quase dois anos, ainda não tem as habilidades de caça totalmente desenvolvidas.
“Nessa idade ele ainda deveria estar com a mãe, por algum motivo ele foi separado dela. Ou ele tinha alguma doença e isso fez com que ele não conseguisse acompanhar a mãe e os irmãos e por isso ele chegou nesse estado, ou a mãe foi abatida e ele ficou sem ter como caçar”, afirma a professora de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens, Thyara de Deco Souza e Araújo.
Diversos procedimentos foram realizados, com o intuito de obter o máximo de informações sobre a saúde do animal e para isso professores, pesquisadores, residentes e acadêmicos estão trabalhando em conjunto.
Considerando o porte da onça resgatada, ela deveria pesar entre 60 e 70 quilos, mas chegou ao Hospital Veterinário pesando 35 quilos. Seguindo uma dieta especial e muita hidratação, em menos de uma semana ela já pesa cinco quilos a mais do que quando foi encontrada.
Segundo a professora Thyara Araújo, não há data certa para transferir a onça ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) ou para devolvê-la ao seu habitat, pois o foco no momento é a recuperação da sua saúde. “Saber o porquê essa ela chegou nesse estado é importante para determinar sua cura. Eu não posso reintroduzir um animal ao seu habitat com alguma doença. O foco agora é deixá-lo forte, bem e saudável enquanto temos tempo para investigar e pensar com calma no bem-estar dele e na conservação das onças-pintadas do Pantanal, que apesar de ter uma população grande, ainda estão em extinção”, declara.