Funcionário da Viação São Luiz de Três Lagoas denunciam a empresa por atraso de pagamento, além da quebra de acordos. De acordo com os trabalhadores da empresa, que entraram em contato com a imprensa da cidade na manhã desta terça-feira (27), os salários não são pagos desde abril deste ano.

Segundo os funcionários , além dos salários atrasados, os tickets alimentação também não foram pagos. Os acordos e rescisões contratuais, parcelados para pagamento em várias vezes,  não estão sendo feitos cumpridos. 

Os trabalhadores revelam que estão passando por necessidades, alguns não conseguem pagar água, luz e aluguel. Outra denúncia feita pelos funcionários é de que a viação está retendo as Carteiras de Trabalho para fazer a rescisão. Assim os que querem sair da empresa não conseguem, pois sem o documento não arrumam outro trabalho.

 Alguns motoristas estão pegando viagens a mais para garantir sua alimentação, já que em viagens mais longas o almoço e a janta são pagos pela empresa. Os funcionários e ex-funcionários afirmaram a Rádio Caçula que irão mover uma ação contra a São Luiz.

O Sindicato do Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Três Lagoas, alegou que não pode ajudar os trabalhadores, pois a empresa não é vinculada ao mesmo. O Sindicato de Campo Grande, também não pode dar apoio pela questão de regionalização.

Caso antigo

O caso de atrasos de pagamento já é antigo, em 2013 O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso do Sul ajuizou uma Ação Civil Pública solicitando que a Justiça do Trabalho condenasse a São Luiz a pagar  indenização coletiva por dano moral coletivo e não voltasse reincidir na prática  de atrasar salários e deixar de efetuar o depósito do FGTS.

A ação foi ganha, porém a viação não cumpriu  com a decisão judicial entre os anos de 2014 e 2019, isso gerou a a aplicação de multas  no valor médio de R$ 200 mil, mesmo assim os acordos foram quebrados.

O JD1 Notícias entrou em contato com a São Luiz de Campo Grande, porém nos foi informado que a central fica em Três Lagoas. Também entramos em contato com a empresa três-lagoense, segundo as informações passadas à nossa redação, a diretoria não quis atender a reportagem, mas alegou por meio de sua atendente que desconhece o fato.