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Funerária troca corpo e família faz cortejo com pessoa errada
Família pensava que estava para sepultar Silvana Nardes, quando um parente recebeu um telefonema relatando o erro
A agente de saúde Silvana Nardes, de 43 anos, que morreu de Covid-19 na quarta-feira (26), e amigos e familiares se preparavam para realizar seu entero na quinta-feira (27), quando foram avisado de que o corpo que iriam sepultar não éra o da servidora.
Conforme o Mídia News, o corpo de Silvana foi trocado no Hospital Referência, antigo Pronto Socorro de Cuiabá, onde ela faleceu na quarta-feira (26), após não resistir a doença.
A servidora pública, que é de Primavera do Leste, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Cuiabá, mas não resistiu à doença.
Na cidade natal de Silvana, em Primavera do Leste, amigos e familiares realizaram um cortejo, no entanto, um familiar recebeu uma ligação e foi informado de que aquela que estava no caixão prestes a ser sepultada não era Silvana.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que, após identificada a vítima, é colocada uma etiqueta no peito do paciente com o nome dele e também no invólucro impermeável. Depois disso, o corpo é levado para o necrotério do hospital.
A funerária contratada pela família fica responsável de ir até a unidade de saúde e fazer a retirada do corpo da vítima.
A Secretaria disse que quem faz a identificação do paciente a ser levado é a empresa contratada pela família. “No caso em questão, a funerária entrou no necrotério e levou uma pessoa que não correspondia ao seu serviço”, afirmou a Pasta.
Leia a nota na íntegra:
A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá esclarece: "Existe um protocolo dentro do Hospital Referência COVID-19 para a liberação dos pacientes que foram a óbito. Após a constatação do óbito e de todos os trâmites legais, o falecido é colocado dentro de um invólucro impermeável, com seu nome afixado na altura do peito dele. Depois é colocado em um segundo invólucro, que também tem o nome do paciente afixado e levado para o necrotério.
A funerária contratada pela família vai até o hospital para fazer a retirada do paciente que foi a óbito. O serviço de óbito do Hospital Referência tem a responsabilidade de abrir o necrotério para que a funerária entre e leve o paciente correspondente à sua prestação de serviço. A responsabilidade de identificar o paciente que será levado é da funerária. No caso em questão, a funerária entrou no necrotério e levou uma pessoa que não correspondia ao seu serviço. A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá se solidariza com a família, que já passa pela dor do luto e que foi intensificada com este equívoco".