Um mercado de Campo Grande foi flagrado pela fiscalização do Procon-MS (Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul) vendendo produtos vencidos desde 2016. Outros, tinham as embalagens adulteradas, pois alguns itens tinham data de fabricação de 2021.

O flagrante aconteceu no mercado São José, na Rua Pontalina, no Bairro Universitário. Além de produtos vencidos, foram encontrados inúmeros itens impróprios ao consumo por não conterem informações essenciais tais como prazo de validade, procedência e composição. Alguns produtos estavam deteriorados, armazenados de forma irregular ou com embalagens rompidas ou ainda fracionados sem a devida autorização dos órgãos de fiscalização.

Foi encontrada grande quantidade de produtos vencidos, como 134 unidades de cervejas, 31 refrigerantes e 210 embalagens de sementes diversas. Entretanto, dezenas de outros produtos, em menor quantidade, também estavam expostos à comercialização com o mesmo tipo de irregularidade. Entre estes, pães diversos, queijos, sucos, ovos, iogurtes, chás, energéticos e água de coco.

Também, sem condições de comercialização por estarem vencidos, estavam expostos biscoitos, batata frita, mandioca, bacon, peito de peru, bebida fermentada, temperos diversos, produtos de limpeza e higiene.

Em muitos casos as informações foram suprimidas e havia produtos com data de fabricação futura, ou seja, como se tivessem sido produzidos em 2021. Todos os produtos foram inutilizados e descartados de forma a não terem condições de voltar às prateleiras.

Fogos de artifício - O estabelecimento comercial dispunha de centenas de unidades de fogos de artifício armazenados de forma irregular e sem autorização especial para a comercialização. Destaque para 10 caixas com 12 unidades cada de fogos “três tiros canhão”, nove caixas, também com 12 unidades cada de “explosão de cores” e outras cinco caixas de outros explosivos de artifício.

Nesse caso, o produto foi apreendido e encaminhado às autoridades responsáveis pelo setor par tomarem as providências que o fato requer.

Consumidores presentes ao local, que testemunharam a ação da fiscalização, mesmo não querendo se identificar, se demonstraram indignados com a atitude dos responsáveis pelo supermercado. Houve, inclusive, quem opinasse afirmando que, pelo fato de estar localizado em bairro, os empresários não acreditam que podem ser fiscalizados e, com isso, abusam das pessoas.