A Polícia Militar Ambiental (PMA) e Imasul divulgaram nesta quarta-feira (9), os resultados da operação, Big Fish II que age de forma preventiva e repressiva aos crimes e infrações ambientais no Estado, com uma vertente de fiscalização exclusiva às atividades com recursos pesqueiros.

Apesar de o foco ter sido a pesca, com 130 Policiais trabalhando praticamente exclusivo com a fiscalização preventiva e repressiva à pesca predatória. Todas as 26 Subunidades da PMA e Imasul com mais 190 Policiais e fiscais fizeram o atendimento de denúncias e a fiscalização preventiva com relação aos desmatamentos, exploração ilegal de madeira, incêndios, às carvoarias ilegais e ao transporte de carvão e de outros produtos florestais, caça, o combate ao transporte de produtos perigosos, poluição, bem como demais crimes contra a flora será intensificado, especialmente o tráfico de papagaios neste período preocupante.

O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck ressalta que o órgão intensificou a fiscalização.“Nós usamos todos os recursos disponíveis para intensificar a fiscalização. Outro ponto caracterizado durante a operação é dificuldade com relação ao comportamento das pessoas, o número de ilegalidades na pesca que ainda é extremamente sensível, percebemos o quanto temos que caminhar e o quanto a população tem que se conscientizar de qual é o regramento de pesca no MS", alegou Verruck.

Resultado da Operação

Foi uma das operações com maior número de autuados por crimes ambientais de todas que são efetuadas em feriados prolongados pela PMA, como Semana Santa, Carnaval, Dia do Trabalhador, entre outras.

Foram 70 autuados por crimes e infrações ambientais. Destes autuados, 55 autuações foram por pesca, sendo 25 pessoas presas por crime de pesca predatória e 30 por pesca sem licença, o que não é crime.

A apreensão de pescado, por outro lado o número foi alentador proporcionalmente à grande quantidade de autuados. Foram 191 kg de pescado apreendidos. Ressalta-se que nesta operação não estão inclusos 24 kg de peixes que foram soltos nos rios de petrechos ilegais de pesca e 30 na primeira fase.

Os valores em multas aplicadas por todos os tipos de infrações ambientais perfizeram R$ 501.597,40. Ainda nesta operação, os números de petrechos ilegais apreendidos e retirados dos rios foi preocupante, mas dentro da média das operações anteriores. Com relação às redes de pesca, foram 54 apreendidas, medindo aproximadamente 2.980 metros. 

Além das redes, outro apetrecho preocupante é o espinhel. Foram 14 desses petrechos apreendidos, medindo 380 metros, com 420 anzóis nas suas cordas armadas no rio. Ainda foram apreendidos 378 anzóis de galho.

Os pescadores que estão se arriscando na prática de pesca predatória estão levando muito prejuízo. Além das prisões e multas, ainda estão tendo apreendidas suas embarcações e motores de popa. Na operação foram apreendidos 21 embarcações entre lanchas e barcos de recreio e 20 motores de popa. Ressalta-se que alguns juízes estão dando perdimento ao estado desses materiais utilizados em pesca predatória.

Com relação aos crimes de natureza adversa à ambiental, o destaque foi o porte ilegal de arma e, consequentemente, a quantidade de armas apreendidas, sendo 12 espingardas e carabinas, duas pistolas e um revólver e 13 presos por porte ilegal.