Funcionando na rua sete de setembro, centro da capital, desde 1978, a Lanchonete Thomaz Lanches sempre foi apontada  como um case de sucesso.

Algumas das características do local eram diferentes de todos os concorrentes. A que mais chamava atenção, era o fato dos salgados que ali são vendidos, ficavam no balcão , onde cada cliente se servia sem controle, e depois no caixa declarava o que havia consumido, ou seja o cliente fazia a sua conta.

Com a pandemia porém, veio a necessidade de medidas de biosseguranca e o esquema de atendimento teve que mudar.
Além dos clientes terem que se higienizar na entrada, o balcão mudou, e os salgadinhos agora passaram a ser  fornecidos por funcionários do estabelecimento.

Uma fila disciplinando a saida, e mantendo distanciamento foi implantada, e com isso a passagem pelo caixa tornou se inevitável, acabando com a evasão de clientes que não pagavam. Com isso as vendas caíram, mas em paralelo a lucratividade aumentou.

Segundo um dos proprietários “Zezo” Thomaz , constatou se uma evasão de clientes que não pagavam ou declaravam consumo menor que o real no caixa , em torno de 20 % do movimento total. Zezo disse ao JD1 que não se arrepende da postura anterior,“crescemos aqui, construímos nosso segundo restaurante, e já pensamos no terceiro com a forma anterior ,mas agora mudou", explica.

Segundo ele, as novas regras mostraram um buraco, mas mesmo assim o negócio se consolidou. Sorte do tradicional estabelecimento, azar dos “espertos” e desonestos.