O fazendeiro, que não teve a identidade divulgada, acusado de assassinar o eletricista José Reginaldo de Santana Júnior, 31 anos, na última terça-feira (29), tem dívida de R$ 28 mil com a companhia de energia elétrica, Celpe, onde o funcionário morto trabalhava.

A divida em questão é da propriedade Fazenda Haras Vovó Zito, em Limoeiro - Pernambuco, onde José e seu colega de trabalho, que também não teve a identidade revelada, foram suspender o fornecimento de energia, por inadimplência. Em depoimento, o trabalhador que sobreviver à “fúria” do fazendeiro relatou momentos de terror que passou no dia do crime.

Segundo o técnico, de 39 anos, ele e a vítima chegaram à propriedade por volta das 14 horas. Antes do corte, o dono e um funcionário da fazenda tentaram subornar os trabalhadores, na tentativa de evitar a suspensão do fornecimento. Eles negaram o suborno e efetuaram seus trabalhos.

Ao voltarem para o veículo, segundo o depoimento do “sobrevivente”, perceberam que a porteira estava trancada. Quando pediram a chave, o fazendeiro, armado, disse para que eles [funcionários da Celpe] descessem do veículo e jogassem os celulares fora do carro, momento em que José Reginaldo foi morto. Depois, o dono da propriedade mandou o colega da vítima fatal ligar a energia e ameaçou matar a mãe dele, caso o funcionário denunciasse o assassino.

O técnico foi mantido no porta-malas do veículo durante 10 minutos. Quando saiu, percebeu que o fazendeiro tinha fugido. O criminoso ainda não se apresentou à polícia. O corpo de José Reginaldo foi enterrado ontem, em Lagoa do Carro.