Vários funcionários da Santa Casa de Campo Grande, realizam uma paralisação parcial no hospital nesta terça-feira (22), reivindicando o pagamento do 13° atrasado, entre outros adendos.

Logo nesta manhã o Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem do Mato Grosso do Sul (SIEMS) e o Sintesaúde, fizeram uma reunião com os funcionários que escolheram fazer a paralisação até que o salário fosse depositado.

Segundo a vice-presidente do SIEMS, Helena Delgado, são 1.400 enfermeiros sem o pagamento de várias folhas. “Nós temos em aberto mais de 15 mil horas extras de enfermeiros realizadas de setembro até agora que não foram pagas, além da falta de pagamento de feriados, FGTS e do 13º salário”.

A paralisação dos profissionais que começou nesta manhã contou com funcionários de diversos setores do hospital. “Conseguimos mobilizar todo o hospital, copa , cozinha administrativo, serviço social, todos estão na mesma situação”, falou Helena.

Apesar disso é válido lembrar que neste cenário o hospital não fica desassistido e vários funcionários ainda trabalham normalmente. “Falamos com a gestão da Santa Casa, e os secretários de Saúde do Estado, Geraldo Resende e do município, José Mauro já assinaram o termo aditivo da folha de pagamento, depende agora só da assinatura do prefeito e da publicação extra no Diário Oficial para a liberação de recurso”, confirmou a vice-presidente do Siems ao JD1 Notícias.

A situação também é a mesma para os médicos que na quarta-feira (16), fizeram o anuncio sobre a possível greve durante Assembleia Geral virtual.
Conforme a assessoria do Sindicato dos Médicos do Estado (Sinmed), se não houver pagamento ainda hoje, a categoria irá fazer uma greve a partir das 19h. “A paralisação ocorre com 30% dos atendimentos ambulatoriais funcionando e 70% dos atendimentos emergenciais e urgentes funcionando. São cerca de 300 médicos com regime celetista.”, afirmou o Sinmed.

o Secretario de Estado de Saúde, Geraldo Rezende assinou na última semana o documento para repasse no valor de R$ 11 milhões, destinados a desafogar a Santa Casa de Campo Grande.
Após o repasse do Governo do Estado para o município, fica a cargo do Executivo Municipal enviar o recurso para a Santa Casa dentro de 5 dias após o recebimento.

Santa Casa

Em resposta ao JD1 Notícias, a diretoria da Santa Casa informou que participou de uma reunião na última semana com os secretários de saúde do Município e do Estado onde foi assinado a liberação do repasse emergencial para pagamento do 13° e de outras despesas do hospital (materiais, medicamentos e etc.). "Porém, o município ainda não repassou o valor e assim que liberado será destinado para quitação das dívidas, entre elas do 13°. Esse repasse deve acontecer até amanhã no final do dia, a depender apenas das questões burocráticas da Prefeitura de Campo Grande". 

"Em relação as "ajudas extras" como foi citado, ressaltamos que estes valores são todos contratuais e dependem, exclusivamente, do repasse da Prefeitura que é a gestora plena do município e do contrato com o hospital, sejam por verbas do Estado e União, devem ser centralizadas na gestão do município e encaminhadas à Santa Casa, ou seja, aguardamos ansiosamente para recebermos os valores devidos para, assim, quitarmos os débitos de acordo com a programação da Diretoria Financeira. No que se refere a mobilização de hoje, ela é uma iniciativa dos sindicatos que representam as categorias administrativas e de enfermagem, não uma greve. As greves devem ser formalizadas antecipadamente (indicativo de greve) e conter a participação de até 70% dos profissionais, para não influenciar na assistência aos pacientes. Reiteramos que a Santa Casa de Campo Grande tem o compromisso de cumprir com suas obrigações trabalhistas, mas estas e outras ações, dependem esclusivamente de pagamentos dos serviços que já foram prestados em benefício não somente da população campo-grandense, mas, também, dos demais pacientes vindos de outras cidades no Estado".