Após passarem dois anos em período de reabilitação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), duas antas foram soltas em uma propriedade rural no município de Sonora. O CRAS é um órgão ligado ao Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). O transporte foi realizado com apoio da CCR MSVia.

A coordenadora do CRAS, Aline Duarte, explica que as antas chegaram ainda filhotes no CRAS. “Ambas vieram do município de Sonora, uma estava na beira do rio e a outra em uma usina, sozinhas sem a mãe. É comum a chegada desses animais ao nosso centro de reabilitação que tem mais de 30 anos trabalhando pela reabilitação dos animais silvestres”, explica.

Durante o período de recuperação, as antas estiveram mantidas em um espaço onde receberam alimentação natural, como folhas e frutos de espécies nativas, suplementação alimentar, incluindo milho, frutos e ração, além do suporte veterinário para que elas se reabilitassem plenamente. Podendo pesar até 300 quilos, elas necessitam de grandes áreas para viver e, por corresponder a essa característica, a Fazenda Carandá foi escolhida para recebê-las.

Segundo informações do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade), a anta, cujo nome científico é Tapirus terrestris, é o maior mamífero terrestre brasileiro. Está presente desde o sul da Venezuela até o Norte da Argentina, e prefere áreas abertas ou florestas próximas a rios. Se alimenta de frutos, em especial os de palmeiras, como o buriti, palmito-juçara, jerivá e patauá. No entanto, sua alimentação preferencial é de folhas.

Ainda conforme o órgão, a anta é um animal de hábitos solitários. O ciclo reprodutivo deste animal é bastante longo, e uma gestação pode durar entre 13 a 14 meses, gerando apenas um filhote. A caça e a perda de habitat pelo desmatamento contribuem para que este mamífero seja considerado ameaçado de extinção no Brasil.