A Casa do Artesão, unidade da Fundação de Cultura do MS, será contemplada pelo pacote "Retomada MS", que terá recursos do Governo do Estado no valor de R$ 2,2 milhões, para serem utilizados na reforma completa do prédio.

A empresa responsável pela execução no principal centro de comercialização do artesanato produzido no Estado, será a Restaura Arquitetura. A sua última revitalização e restauro em fevereiro de 2002.

A principal ambição dos arquitetos e da própria Fundec é resgatar a memória das edificações do apogeu da expansão da cidade – tendo em vista a importância deste período para a história regional e a consequente formação do consciente coletivo. Dessa forma, com o resgate do edifício, procura-se trazer em mente a memória que este edifício mantém entre suas paredes.

O espaço ganhará atrações extras como jardim e café para o prédio anexo, com um pequeno café; o espaço externo também contemplará um pequeno jardim contemplativo, com uma parede de jardim vertical e um pergolado para proteger de intempéries, espaço para café e estoque.

A reformar vai incluir também a readequação dos espaços para melhor fruição e uso, com copa para funcionários, estoque, almoxarifado e lavanderia separados. A cobertura do anexo deverá ter todas as telhas francesas removidas para reuso no telhado principal, a estrutura de madeira do telhado deve permanecer para receber novas telhas com baixa condutividade térmica. Além disto, o prédio terá laje para abrigar as máquinas de ar condicionado que não podem estar aparentes em decorrência da poluição visual no patrimônio histórico.

As novas intervenções serão em materiais novos, claramente diferentes dos da edificação principal. A escada existente passará por reforma e readequação para atendimento às normas de segurança e acessibilidade e receberá novo guarda corpo em aço cortén para valorizar a arquitetura do interior. Será feito desde a requalificação das calçadas, acessibilidade, todas as esquadrias vão ser restauradas. Também está previsto a instalação de um elevador de acessibilidade com conexão para a parte de cima, onde fica o administrativo.

Os espaços expositivos internos recebem um novo layout setorial e organizacional através de mobiliário projetado para atender as necessidades. As janelas das fachadas passam a abrigar móveis que as transformam em vitrine com a intenção de trazer o olhar do público que passa pela calçada para exposição dos objetos e para o interior do prédio.

Com isso pretende-se não apenas reestabelecer a integridade do bem arquitetônico, mas resgatar o interesse da população através do despertar da comunidade para a importância dele enquanto em cultural.

A gestora da Casa do Artesão, Eliane Torres, explica que a revitalização do prédio é um ponto positivo para a preservação da cultura de Mato Grosso do Sul e manutenção de nossas memórias, lembrando que aqui é uma arquitetura do século 20, foi a primeira agência do Banco do Brasil, cujo cofre encontra-se preservado até hoje aqui. É uma marca do início do desenvolvimento socioeconômico da nossa cidade.

“Hoje a Casa assume um papel de protagonismo no artesanato regional, expondo nossa produção cultural e dando retorno financeiro aos nossos artesãos. Ter um projeto que tenha como objetivo trazer melhorias a um prédio dessa complexidade, com esse valor cultural é um orgulho imenso, para mim, para nossa comunidade, para nós, servidores”, destacou.

A Casa do Artesão

Construída entre 1918 e 1923 sob as ordens de Francisco Cetraro e Pasquele Cândida, com projeto do engenheiro Camilo Boni. Foi a primeira sede do Banco do Brasil (cujo cofre é uma das atrações do local), comércio e autarquia pública.

Como ponto turístico, recebe visitantes de todo o mundo que buscam a originalidade e a beleza de peças criadas com matérias-primas e inspiração sul-mato-grossense. Como ponto de venda reúne o melhor da arte produzida por centenas de trabalhadores e entidades de artesãos, que encontram no local um local de venda importante, reconhecido e confiável.