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Vídeo: Modelo trans acusa chefe de preconceito e é agredida
Jeniffer fez live enquanto relatava casos de transfobia e racismo do patrão quando ele começa com agressões
A modelo Jeniffer de Oliveira Pereira, 25 anos, foi agredida pelo chefe enquanto fazia uma live em que o acusava de maus tratos e transfobia. “Estava há dias aguentando me chamar de traveco”, diz a modelo, segundos antes de ter a transmissão ao vivo invadida.
Além disso, Jennifer também acusa o ex-patrão de racismo, quando apareceu para trabalhar com os cabelos cacheados, e não alisados como de costume. “Ele perguntou se ia trabalhar daquele jeito, com aquele cabelo. Me senti humilhada, mas continuei fazendo meu serviço”.
De acordo com informações do UOL, o dono da Fendior, loja conhecida entre o público LGBTQIA, em que Jeniffer trabalhava no centro de São Paulo, se chama Helio Job Neto. Pela gravação, é possível ouvir ele negar as acusações antes de agredir a modelo.
“Vou para a delegacia fazer boletim de ocorrência. Fui agredida dentro da loja que eu trabalho por essa pessoa que é dona dessa loja. Ele vai ver quem ele vai mandar calar a boca”, diz a modelo na live.
Na delegacia, ainda segundo o UOL, Neto disse que as agressões foram mútuas e ocorreram após demissão de Jeniffer.
"Ele tentou puxar o meu celular, levei dois puxões no cabelo, dois murros, e depois ele e o pai ainda tentaram me prender no estoque, mas consegui fugir e saí gritando. Também chamei a polícia.”
Polícia não registrou caso como de transfobia por 'falta de elementos' Os três foram encaminhados ao 78º DP, nos Jardins. Jeniffer afirma que o chefe prestou depoimento de uma hora e meia na delegacia e foram dispensados e que o delegado não quis ouvi-la.