Geral
Cesta básica da capital sobe 22,37% em um ano
Aumento do preço diminui ainda mais, renda dos mais pobres
A cesta básica atualmente, equivale a cerca de 57,87% do salário mínimo do campo-grandense, é o que indica uma pesquisa mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realizada em 17 capitais.
Campo Grande foi uma das 15 capitais que registraram alta do preço médio da cesta básica em julho, sendo 3,89% em comparação com o mês anterior e 2,14% durante o ano de 2021.
Ao comparar julho de 2020 a julho de 2021, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as capitais que fazem parte do levantamento, em Campo Grande esse aumentou foi de 22,73% nos 12 meses.
De acordo com os números de julho na capital, o valor médio da cesta básica é de R$ 588, sendo que para uma família composta por quatro pessoas sairia por R$ 1.766,52. Enquanto isso, o reajuste do salário mínimo de janeiro de 2020 para janeiro de 2021 subiu de R$ 1.045 para 1.100, sem ganho real, corrigido apenas pela inflação.
Com base na cesta mais cara que, em julho, foi a de Porto Alegre, o DIEESE estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.518,79, valor que corresponde a 5,02 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00. Em junho, o valor do mínimo necessário deveria ter sido de R$ 5.421,84, ou 4,93 vezes o piso em vigor.
Produtos
O produto com maior variação no mês de Julho foi o tomate (25,38%), com preço médio de R$ 4,15 a cada quilo do produto. Os outros itens com variação positiva na comparação com o mês anterior foram a banana (13,31%), café em pó (8,77%), manteiga (4,25%), farinha de trigo (3,71%), açúcar cristal (3,40%), leite de caixinha (3,03%), a carne bovina (2,86%), o pãozinho francês (1,50%) e o arroz agulhinha (0,44%).
Com preço médio de R$ 2,51 o quilo, o produto com retração mais expressiva foi a batata (-19,29%), acompanhado pelo óleo de soja (-0,46%) e feijão carioquinha (-0,15%).