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Cerveja mais cara no Brasil ? Entenda reajuste
O preço do item já apresenta um aumento 3,49% no ano
Em nota, a Ambev comunicou o ajuste de preço das cervejas a partir de sábado (2), seguindo a variação da inflação, variação de custos, câmbio e carga tributária.
De acordo com a Ambev, em esclarecimento ao JD1 Notícias, o aumento acontece todo ano, geralmente nesse mesma época, para recompor perdas com inflação, custos e tributos. “No ano passado, na pandemia, a cia decidiu não repassar as cervejas retornáveis, 50% do mercado, pra tentar minimizar o impacto do aumento na vida dos segmentos que foram mais prejudicados com a pandemia, bares e restaurantes, que usam mais embalagens retornáveis, e assumiu 100% dessas variações em seu custo”.
Esse ano, ainda está segurando boa parte do retornável novamente, repassando apenas alguns produtos, e mantendo os mais impactantes. Na embalagem OW ( descartáveis ), o repasse vem em linha como todos os anos.
O reajuste do preço segundo a Ambev será entre 6% e 7%. Mesmo assim, o peso no bolso dos consumidores deve se espalhar pelo país de forma significativa, já que a Ambev concentra cerca de 60% do mercado no Brasil.
Na sequência, o grupo Heineken disse que os preços de seus produtos seguem os mesmos por ora, já que a empresa já fez uma revisão de valores neste ano e não prevê mais mudanças até o fim do ano.
A cerveja é uma das bebidas mais consumidas pelos brasileiros. A Euromonitor aponta que o consumo em 2021 alcançou seu maior patamar desde 2014, com 13,67 bilhões de litros da bebida vendidos no país.
O preço da cerveja fechou agosto em alta pelo oitavo mês consecutivo, segundo o IBGE, em seus cálculos para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com isso, o preço do item já apresenta um aumento 3,49% no ano.