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Presidentes do Brasil, Paraguai e Reinaldo lançam ponte em Murtinho
A ponte é a principal obra da Rota Bioceânica
Durante visita de Reinaldo Azambuja à embaixada do Paraguai no Brasil, nesta quarta-feira (24), o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, informou que a principal obra da Rota Bioceânica, a ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (PY) terá a pedra fundamental lançada no dia 13 de dezembro.
O presidente Jair Bolsonaro também deve participar do evento que marca o início das obras. A cerimônia está prevista para ser realizada do lado paraguaio.
Para o governador, a ponte vai levar desenvolvimento para os dois países e promover integração em diversas áreas. “Essa ponte vai integrar o Centro Oeste brasileiro e interiorizar o desenvolvimento na região do Chaco paraguaio. Vai diminuir as distâncias dos produtos e aproximar os povos dos quatro países - Brasil, Paraguai, Argentina e Chile - inclusive na área da cultura e do turismo”, disse Reinaldo Azambuja.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck recebeu do presidente Marito, a informação de que o Paraguai já tem os recursos para concluir as obras do corredor bioceânico naquele país. “E, depois disso, faltará apenas os acessos às pontes do lado paraguaio e do Brasil - que é de responsabilidade do Ministério da Infraestrutura. Já temos a importante informação que o projeto básico está concluído e vai ser lançada uma licitação no modelo contratação direta pelo governo brasileiro, possibilitando assim acertar os dois cronogramas. É algo histórico. A reunião mostra essa inter-relação econômica e a busca desse desenvolvimento tanto do Brasil como do Paraguai”, explicou o secretário de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), do Paraguai, o Corredor Rodoviário Bioceânico naquele país está 93% concluído, com 216 quilômetros de rodovias asfaltadas e sinalizadas.
A Rota Bioceânica vai encurtar a distância percorrida pelos produtos brasileiros rumo ao mercado asiático, integrar Brasil, Paraguai, Argentina e Chile e transformar Mato Grosso do Sul em um hub logístico, um centro de distribuição de mercadorias.