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Roberto Gurgel assume polícia, com “confiança” do governo
Reinaldo afirmou que 'acredita na capacidade’ do novo delegado-geral
Tomou posso como delegado-geral da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (22), Roberto Gurgel de Oliveira Filho, após Adriano Garcia Geraldo pedir dispensa, depois de se envolver em escândalo na última semana devido a uma briga de trânsito.
Em seu discurso, Gurgel prometeu se comprometer com a segurança pública. "MS foi generoso comigo, quando terminei a academia queria aprender com meus erros. Fui pra Bonito, fui acolhido como filho e lá imaginava que cresceria aos poucos e o Estado me deu condições de crescer. Todo policial deseja chegar ao topo da carreira e sou grato por todas as intervenções positivas na minha jornada. Eu chego ao cargo de delegado geral firmando o compromisso de me dedicar ainda mais, retribuindo o que a sociedade me deu”, falou.
Ao participar da posse, o governador Reinaldo Azambuja, afirmou que conhece Gurgel e que o novo delegado-geral está preparado para a missão. “A gente sabe o grande desafio de ser delegado-geral em MS, mas que tem uma das melhores polícias do Brasil. Você entra num momento em que temos muito investimento. Os desafios são grandes, mas acredito na sua capacidade’, frisou o governador.
O chefe do executivo ressaltou que Roberto Gurgel tem um bom esteio da família e por isso tem sua “confiança”. “Vamos terminar o mandado com uma polícia muito mais estruturada, muito mais organizada e com resultados melhores e benefícios para a população’, finalizou Reinaldo.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antonio Carlos Videira afirma que Roberto vai 'tirar de letra' o desafio. "Ele esteve muito perto da gestão estratégica nas Sejusp e Ciops e está agora frente da academia conduzindo com excelência os concursos públicos, tenho certeza que MS ganha com isso”.
Caso Adriano
Adriano Garcia Geraldo acabou saindo do cargo após briga de trânsito na noite de quarta-feira (16), com abordagem, perseguição e tiros contra o carro de uma jovem, de 24 anos.
De acordo com Carlos Videira da Sejusp, as provas e testemunhas serão analisadas para não emitir nenhum juízo de valor precoce. “vai ser apurado com o máximo de transparência e aquela conduta que eventualmente pode caracterizar abuso de autoridade ou infração administrativa, vai receber uma reprimenda, não é porque somos policiais que estamos isentos da Lei’.