O Reajuste Tarifário Anual 2022 da Energisa Mato Grosso do Sul (EMS), foi aprovado nesta terça-feira (12), em Reunião Pública da diretoria da ANEEL que definiu o índice médio de 18,16% para reajuste da área de concessão. Para os consumidores de baixa tensão, o impacto será de 17,93%. Para consumidores de alta tensão (indústria) o efeito é de 18,81% e para o consumidor rural é de  25%.

Os novos valores entram em vigor neste sábado (16). Em contrapartida, o Governo Federal anunciou que a bandeira Escassez Hídrica – que cobrava R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora será encerrada nesta sexta (15). Com a decisão, também a partir de sábado, passa a vigorar a Bandeira Verde, sem custos na fatura. Neste processo tarifário, a redução do impacto nas tarifas dos consumidores residenciais convencionais é na ordem de -2,76%. .

De acordo com Bernardo Magalhaes Athayde, gerente de regulação econômica do Grupo Energisa, atualmente o consumidor sul-mato-grossense paga a tarifa de R$ 69,4 por 100kwh em um residencial, e acrescido da bandeira de escassez hídrica (R$ 14,20), a tarifa do consumidor hoje, é de R$ 83,60. "A taxa foi reajustada em média 18,16%, então a tarifa do consumidor residensial B1 sem a cobrança da bandeira vai para R$ 81, isso representa uma redução de 2,76%", explicou.

A Energisa também antecipou a devolução do crédito de Pis e Cofins que será repassado pelo Governo Federal, em valores que somam um total de R$ 101 Milhões a seus clientes, além de aderir ao empréstimo concedido às distribuidoras pelo Governo Federal e aprovado pela agência reguladora.

Mais de 150 mil consumidores tem a conta paga pelo Estado

O Governo de Mato Grosso do Sul mantém o programa “Energia Social: Conta de Luz Zero”, que paga a conta de 152 mil moradores que consomem até 220 kWh por mês. Para serem contempladas, as famílias devem estar inscritas no Cadastro Único (Cadúnico) e já serem beneficiadas com a “Tarifa Social”.

Para reduzir os efeitos negativos da pandemia de Covid-19, o Governo do Estado também abriu mão de receita e reduziu em três pontos percentuais o ICMS nas faturas de energia elétrica durante a bandeira de escassez hídrica.