Geral
Suspeita de matar pecuarista pede liberdade e diz que morte foi 'inesperada'
A defesa alegou ainda que ela foi vítima de tortura psicológica durante depoimento
Jéssica Neves Antunes, 24 anos, acusada de participar do latrocínio que terminou na morte da pecuarista Andréia Aquino Flores, de 38 anos, na última quinta-feira (28), pediu liberdade provisória durante a madrugada deste sábado (30), alegando ter pedido para Pedro ‘parar’ de asfixiar a vítima.
Conforme o documento anexado pelo advogado Raphael Augusto Cândido de Souza, a suspeita diz que teria sido orientada a comprar um boné, cigarros e ainda um simulacro de arma para simular o roubo, mas que não esperava que a patroa fosse ser asfixiada até a morte. O advogado destaca ainda que Jessica pediu para que Pedro Benhur Ciardulo, suspeito de matar Andréia, parasse com o ato.
“Ela pediu para Pedro ‘parar com aquilo, pois a mataria se continuasse”, informa a defesa. Mesmo ciente de toda ação, a morte da pecuarista não teria sido imaginado pela acusada.
Raphael adiantou ainda que na audiência de custódia, detalhes de uma possível tortura física e psicológica sofrida por Jéssica será revelada. “A parte acusada afirma que foi vítima de tortura física e psicológica, praticada no momento em que estava sendo interrogada pelos policiais da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos – DERF - até então desconhecidos -, para que suas palavras viessem a coincidir com o depoimento prestado pela primeira acusada, LUCIMARA ROSA NEVES”.
O JD1 Notícias tentou entrar em contato com o delegado titular da Derf, Francis Flávio Freire, mas até a publicação desta matéria não teve resposta.