Após o Projeto de Lei 137 de 2023 que proíbe a disponibilização de cardápio exclusivamente por QRCode ser aprovado na Alems (Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso do Sul) nesta quarta-feira (23), o JD1 procurou pela Abrasel-MS (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) para repercutir sobre o assunto.

À reportagem, a Abrasel disse respeitar a decisão dos deputados estaduais em votar favorável ao PL, proibindo os estabelecimentos de adotar exclusivamente o cardápio digital, mas entende que esta é uma decisão prejudicial ao setor, uma vez que interfere diretamente na liberdade dos empresários de gerirem seus próprios negócios.

"A entidade reforça que não é uma questão de preferência deste, ou daquele tipo de cardápio, que não há qualquer intenção do setor de forçar uma digitalização, ao contrário, o que a Abrasel-MS defende é a liberdade de operação de bares e restaurantes, assim como os clientes têm a liberdade de escolha sobre qual estabelecimento frequentar, pois se o cliente não gostar do que o bar ou restaurante oferece, ou mesmo do tipo de cardápio que disponibiliza, ele passa a frequentar outro e dessa forma o próprio mercado se autorregula", declarou a Associação.

Conforme ainda a Abrasel, "ao tirar a liberdade dos empresários na administração da sua empresa, os deputados acabam criando situações complexas para o dia a dia do setor. Não é só imprimir um cardápio, é mudar todo um sistema que teve um custo para essas empresas".

Por fim, a Associação do Estado pontuou a importância do debate e a participação dos deputados nas questões setoriais e seu entendimento sobre as consequências das suas decisões. "Aproveitamos para agradecer aos deputados Antonio Vaz, João César Mattogrosso, João Henrique, Pedrossian Neto e Rafael Tavares por terem defendido o setor, votando NÃO ao PL 137", finalizou.

 

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