Geral
Mesmo com ordem judicial, mães sofrem sem leites para filhos com deficiência
Ao JD1, Gisele Mendonça fez pedido de ajuda para fraldas e medicamentos também, enquanto o Poder Público não cumpre decisão
"Uma luta sem fim", desabafou Gisele Mendonça, de 37 anos, uma das mães que se reuniram em frente ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul, na manhã de hoje (12), para cobrar o cumprimento de liminares que atenderiam crianças com deficiência. A principal reclamação é de que centenas de famílias conseguem na Justiça o fornecimento de dietas, leites especiais, fraldas e medicações, mas não recebem na prática.
Ao JD1, Gisele contou que essa foi a segunda manifestação realizada pelo grupo, somente neste mês de março. "Fizemos uma no começo do mês, em frente a Prefeitura, mas nosso problema não foi resolvido. Precisamos nos "desdobrar" para conseguir comprar o que os filhos precisam, sendo que temos nosso direito dado pela Justiça", ressaltou ela.
Dona de casa, Gisele tem um filho de 2 anos, portador de microcefalia e deficiência visual. Ela conta que conseguiu, por liminar, o fornecimento de um leite especial, mas que não recebe o que tem por direito.

"Em um ano uso cerca de 12 latas, e cada lata custa uns R$ 150. Sem o cumprimento da liminar tenho que fazer o impossível para comprar esse leite para meu filho. Já fiz rifa, vaquinha, pedi doação, tudo para tentar conseguir, mas tem hora que não dá. É desesperador", desabafou a mãe.
Atualmente, Gisele está recebendo doações de quem puder ajudar, enquanto o problema não é resolvido pelo Poder Público. Aqueles que puderem ajudar na compra de leites especiais, fraldas e medicações, podem entrar em contato com ela pelo telefone (67) 99248-9925.
NOTA SESAU
Por meio de nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) da Capital, informou que os processos para aquisição de dietas, fraldas e medicamentos especiais, que são fornecidos somente com decisão judicial, são feitos de forma individualizada. Segundo a pasta, o município não consegue realizar a compra programada.
"Na maioria das vezes, as decisões são compartilhadas, sendo o fornecimento de responsabilidade parcial do município ou do Estado por um determinado prazo preestabelecido. É importante esclarecer que todos os processos para compra de itens em falta estão em andamento e a expectativa é de que o fornecimento seja regularizado o mais breve possível", esclareceu a Saúde.
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