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Com tarifa que atinge empresários do MS, Riedel defende negociação diplomática com E.U.A
"Não é o nosso principal mercado, mas atinge diretamente as empresas que estão aqui", disse o governador
Desde o anúncio da tarifação dos Estados Unidos de 50% aos produtos brasileiros que devem começar a vigorar em 1° de agosto, autoridades debatem sobre resposta do Governo brasileiro, enquanto alguns defendem 'retaliação', outros preferem o diálogo, como no caso do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, tendo em vista que o país norte-americano foi o principal destino das exportações do Estado.
"É muito ruim para o Brasil, o Mato Grosso do Sul é afetado diretamente. Ano passado, nós
exportamos cerca 700 milhões de dólares aos Estados Unidos. É um mercado, não é o nosso principal mercado, que é a China, mas atinge diretamente esses empresários e as empresas que estão aqui. E entendo que a gente tenha que buscar o caminho da negociação diplomática", defendeu Riedel.
Ainda segundo o governador o caminho é a serenidade, já que os Estados Unidos tem aplicado as 'tarifas reciprocas' a diversos parceiros comerciais. "Até porque o Brasil tem saldo positivo com os Estados
Unidos. Então acredito que a gente vá buscar uma solução para esse impasse, para os negócios brasileiros de uma maneira geral e para o Mato Grosso do Sul".
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu, nesta sexta-feira (11), com o encarregado de negócios dos Estados Unidos, Gabriel Escobar, e pediu revisão da sobretaxa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump.
Já em anúncio oficial, o presidente Lula respondeu que haverá reciprocidade e defendeu soberania em assuntos que vem sendo questionados pelo norte-americano.
Durante visita ao Estado do Texas, devastado pelas enchentes nesta sexta-feira (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as tarifas "em algum momento".
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