A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou contra um pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que pedia a retirada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), das investigações sobre um suposto plano de golpe de Estado.

O procurador-Geral Paulo Gonet citou a ausência de provas para afastar Moraes, e em manifestação enviada na segunda-feira (11) ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, afirmou que o pedido feito pela defesa do ex-presidente estava "insuficientemente instruído", sem elementos que comprovem o impedimento de Moraes no caso.

“O STF considera que as arguições de impedimento pressupõem demonstração clara, objetiva e específica da parcialidade do julgador [Moraes] (...). O agravante [defesa de Bolsonaro], porém, não foi capaz de demonstrar a ocorrência de nenhuma das hipóteses”, avaliou Gonet, apontando que as investigações atingem “coletividade”, não só Bolsonaro.

 

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