"Ela amava a Sophia, não mataria. Mas ela foi omissa, via os hematomas e não denunciou", disse uma das testemunhas de defesa de Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos antes de a segunda audiência de instrução e julgamento do caso Sophia de Jesus Ocampo ser interrompida no Fórum de Campo Grande.
A amiga da mãe de Sophia, assassinada aos 2 anos, contou que conheceu Stephanie enquanto trabalhavam juntas em uma loja no shopping. Por conta da proximidade que criaram, a testemunha acabou se tornando 'madrinha' da pequena Sophia, de maneira informal já que o batizado nunca chegou a acontecer.
No entanto, a amizade das duas foi bastante abalada depois que Christian Campoçano Leithem, de 25 anos, começou a se relacionar com Stephanie. "Ela era outra pessoa antes dele. Ela era presente, eram unidas. Fui várias vezes no posto vacinar a Sophia com ela. Depois tudo mudou, eu perguntava da menina pra ela por telefone, e ela só respondia o básico e apenas. Ela se afastou bastante"
A última vez que viu a Sophia com vida foi no dia 8 de janeiro de 2023, pois teria sido visitada pela amiga e pela menina. Depois disso, ficou sabendo que pequena não estava mais indo para a casa dos avós, pois ficava com o Christian.
"A Sophia se sentia segura na casa da avó e não em casa. As crianças demonstravam medo ao receber algum comando do Christian. Eles obedeciam na hora que o Christian falava com eles, tanto a Sophia quanto o filho dele. Eles tinham medo", detalhou.
Quando questionada pela defesa de Stephanie se o padrasto teria matado a pequena, a testemunha disse que "sim, porque ele era agressivo".
Outra colega de serviço da acusada contou que conviveu com a mãe de Sophia por 4 meses. Chegou a ver Stephanie agredindo a filha uma vez, durante uma visita à loja.
Ela detalhou ainda que as faltas da colega eram constantes, pois "sempre tinha que levar Sophia ao posto, já que ela não estava bem".
"Antes de tudo acontecer ela parecia uma boa mãe. O comportamento dela com as colegas era normal, boa vendedora. Antes dela começar a faltar era minha melhor vendedora, simpática com os clientes".
Segunda audiência - Christian e Stephanie são acusados de agredir e matar Sophia em janeiro deste ano. Eles estão presos desde o crime. A primeira audiência aconteceu no dia 17 de abril, quando foram ouvidas testemunhas de acusação e envolveram um policial, Jean, pai de Sophia, os avós maternos e uma ex-namorada de Christian.
Por conta de uma confusão entre o juiz e os advogados de defesa de Christian, apenas cinco pessoas das 15 que iriam testemunhar hoje (19) foram ouvidas. Conforme as informações apuradas pelo JD1 Notícias no local, essas confusões entre juiz e advogados são comuns, uma vez que os ânimos acabam ficando alterados durante as audiências.
Hoje foram ouvidas cinco testemunhas, sendo três de acusação e duas de defesa da acusada Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos. O bate-boca começou quando a terceira testemunha de defesa falava e a próxima audiência retornará com ela.
Deixe seu Comentário
Leia Também

STM recebe pedido de perda de patente de Bolsonaro e mais 4 oficiais

Promotora cobra transparência da prefeitura de Campo Grande em denúncias na Semed

Confeitaria é alvo de denúncia no MP após dar dor de cabeça a cliente em Campo Grande

Inscrições para estagiários e residentes do MPMS são prorrogadas; bolsa chega a R$ 2 mil

Depoimento de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS é considerado "de grande relevo"

TJMS mantém absolvição de dupla acusada de matar homem no 'tribunal do crime'

Justiça reduz pena de homem que matou adolescente a pauladas em Campo Grande

Com sessão extraordinária, TSE inicia Ano Judiciário de 2026 nesta segunda

Fachin defende criação de rede internacional de tribunais em defesa da democracia






