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Justiça

'Homens e festas', casa onde Sophia morava com a mãe era movimentada

Testemunhas contaram que 'entra e sai' era constante, além de falarem sobre a sujeira da residência onde a menina morava com a família

19 maio 2023 - 16h54Brenda Assis e Brenda Leitte    atualizado em 19/05/2023 às 17h21

Os primeiros depoimentos de acusação da segunda audiência de instrução e julgamento do caso Sophia de Jesus Ocampo, no Fórum de Campo Grande, apontam que a residência onde a menina morta aos 2 anos, era movimentada por homens e tinha festas constantes.

Os antigos vizinhos do casal e agente de saúde que trabalhava na região disseram durante testemunho que sempre notaram, ao passar em frente à casa, que o ambiente era bagunçado e com muitos sinais de sujeira.

Algo constante e que chama a atenção na fala dos três é que o local era ‘muito movimentado’, com a entrada e saída constante de homens, festas e barulho.

“Eles não conversavam com os vizinhos, eram bem fechados. Quando eu sentava na frente de casa, escutava os choros de crianças e eles batendo nos cachorros. Sempre entrava outros homens na casa deles, tinham festas, mas eu não via o que acontecia por lá”, relatou a vizinha.

Ela ainda comentou que viu o momento em que Stephanie de Jesus da Silva, de 24 anos, saiu com a filha desacordada no colo e entrou em um carro de aplicativo a caminho da UPA Coronel Antonino. “Eu estava sentada com minha cunhada na frente de casa e vimos a Stephanie saindo com a Sophia no colo para entrar no carro. Ainda falei com minha cunhada: ‘essa criança parece desfalecida’, porque não se mexia e estava largada no colo da mãe”, detalhou.

A agente de saúde informou que todo mês ia até a residência para olhar as carteirinhas de vacinação das crianças e observar o local, afim de fazer um relatório sobre o ambiente. Sempre que essas visitas aconteciam, era recebida por Christian Campoçano Leithem, de 25 anos.

“Ele não apresentou carteirinha de vacinação das crianças falou que não sabia onde estava guardado. Via a casa suja, coco de cachorro, roupas bagunçadas, etc. Ao conversar com a vizinhança ouvi que entrava muita gente na casa, muitos homens, festas e eram constantes”, disse a agente de saúde.

Assim como as outras duas testemunhas, o vizinho relatou que apesar de ouvir a ‘zona’ na casa, nunca chegou a ver nada. “Já cheguei a ver uns 4 homens, mas mulheres não. Iam só homens lá, das vezes que eu os vi lá na frente da casa. Nunca conversamos com eles, sempre cada um na sua casa”, explicou.

Christian e Stephanie são acusados de agredir e matar Sophia em janeiro deste ano. Eles estão presos desde o crime. A primeira audiência aconteceu no dia 17 de abril, quando foram ouvidas testemunhas de acusação e envolveram um policial, Jean, pai de Sophia, os avós maternos e uma ex-namorada de Christian.

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