A família da bebê Ayla Emanuelly está se mobilizando para ir até Ponta Porã, na fronteira entre Brasil e Paraguai, na tentativa de ficar mais próxima da criança e, se possível, conseguir visitá-la. A menina foi resgatada com vida na madrugada de domingo (9), em Pedro Juan Caballero, após permanecer desaparecida por mais de 48 horas.

Em entrevista na manhã desta terça-feira (11), a madrinha de Ayla revelou que ela, a mãe e a avó da bebê pretendem viajar para a cidade fronteiriça nos próximos dias. Apesar da expectativa pelo reencontro, ainda não existe confirmação de que as familiares terão autorização para ver a criança.

Atualmente, Ayla permanece em um abrigo em Ponta Porã, enquanto os órgãos responsáveis conduzem os procedimentos legais e de proteção relacionados ao caso. Até o momento, também não há uma previsão oficial para que a bebê seja levada de volta a Campo Grande, cidade onde vive com a família.

Mesmo diante da incerteza, os familiares decidiram seguir viagem para a região de fronteira. A intenção é acompanhar de perto os desdobramentos do caso e buscar informações sobre a situação da menina. Caso seja necessário, a família poderá recorrer à Justiça para obter autorização para a visita.

O reencontro é aguardado com ansiedade desde o resgate da criança. O desaparecimento de Ayla mobilizou autoridades brasileiras e paraguaias e gerou uma grande comoção. A bebê foi localizada em Pedro Juan Caballero durante uma operação conjunta das forças de segurança dos dois países.

Enquanto a família tenta se aproximar da criança, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul continua investigando as circunstâncias do desaparecimento. O caso é acompanhado por equipes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras).

A principal hipótese trabalhada pelos investigadores é a de sequestro, embora a dinâmica completa do crime ainda não tenha sido esclarecida oficialmente. As autoridades seguem reunindo informações para entender como a bebê foi retirada de Campo Grande e levada para o país vizinho.

As investigações já resultaram em prisões. Um homem suspeito de participação no caso foi detido na manhã de sábado (8), em Campo Grande. No dia seguinte, a polícia paraguaia prendeu Weliton Aparecido Lopes dos Santos e Suzilaine da Graça Costa, apontados como suspeitos de envolvimento no sequestro.

O casal foi localizado no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero, cidade que faz divisa com Ponta Porã. Após a prisão, ambos foram entregues à Polícia Federal ainda no domingo para os procedimentos legais cabíveis.