A mulher apontada como suspeita de mandar matar o próprio pai, empresário do ramo funerário, foi presa na madrugada deste domingo (6), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã.

Lucía Morel Alves é investigada pela tentativa de homicídio na sexta-feira (4), contra o pai, Marcelino Morel Cabrera, de 61 anos, proprietário da funerária Pax Conesul.

A prisão ocorreu durante uma operação policial realizada após o atentado contra o empresário. Lucía foi localizada em uma rua próxima ao Palácio da Justiça e colocada à disposição das autoridades. O Departamento de Investigações participou do procedimento e o caso foi comunicado ao Ministério Público paraguaio.

Tentativa de homicídio

Marcelino foi baleado nas costas na manhã de sexta-feira, em Pedro Juan Caballero. Após ser atingido, ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Privado Viva Vida.

Segundo relatos de familiares, enquanto era levado ao hospital pelo sobrinho, o empresário teria acusado a própria filha de estar por trás do atentado. Ele teria afirmado que pediu a Lucía a devolução de um veículo e que, em vez disso, ela teria contratado uma pessoa para matá-lo.

A autoria material do atentado e as demais circunstâncias do crime continuam sendo investigadas pelas autoridades paraguaias.

Briga familiar

A investigação também apura se uma disputa envolvendo patrimônio e a administração dos negócios da família pode ter motivado o atentado. Pessoas próximas à família afirmam que Lucía, que estaria à frente da Pax Conesul e do Lavadero Conesul, vinha pressionando o pai para transferir determinados bens ou empresas para o nome dela.

A suspeita levantada por familiares passou a ser analisada pelas autoridades após o ataque contra Marcelino. As acusações, porém, ainda dependem da conclusão das investigações.

Novo ataque contra funerária

Horas antes da prisão de Lucía, a funerária Pax Conesul voltou a ser alvo de tiros. Conforme o relatório policial, um homem que estava em uma motocicleta efetuou vários disparos contra o estabelecimento, localizado na rua Internacional, esquina com a rua Mariscal Estigarribia.

Os tiros atingiram a estrutura da funerária e provocaram danos materiais. Ninguém ficou ferido. A equipe de Criminalística esteve no local e recolheu sete cápsulas de calibre 9 milímetros.

Até o momento, o responsável pelos disparos não havia sido identificado. A polícia deverá investigar se o ataque contra o estabelecimento possui alguma relação com a tentativa de homicídio contra Marcelino e com a prisão da filha dele.

Com a prisão de Lucía, os investigadores agora buscam esclarecer quem executou o atentado contra Marcelino, se outras pessoas participaram do crime e qual teria sido a motivação. Também deverá ser apurada uma eventual ligação entre os diferentes ataques registrados contra as empresas da família.