Uma organização criminosa suspeita de trazer irregularmente eletrônicos do Paraguai e cobrar dívidas com ameaças e armas de fogo é alvo da Operação Nexum, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (9), em Campo Grande.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Um terceiro investigado também é alvo de medidas cautelares, incluindo uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com os demais envolvidos e de acesso à região de fronteira.

Segundo a investigação da Polícia Federal, o grupo internalizava eletrônicos de forma irregular, anunciava os produtos nas redes sociais e fazia a comercialização de maneira informal e parcelada. Quando os compradores não quitavam os valores, as cobranças seriam feitas mediante grave ameaça, inclusive com o uso de armas de fogo de grosso calibre.

Além do comércio irregular, os investigadores identificaram indícios de empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas e lavagem de dinheiro.

A Justiça também determinou a suspensão das atividades de três empresas supostamente utilizadas pelo grupo, o sequestro de quatro veículos e o bloqueio de bens e ativos financeiros de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados, até o limite de R$ 10 milhões.