Política
Há indícios que Cimi incita violência em conflitos no MS, afirma relator da CPI
Relatório final da Comissão será entregue no dia 10
“As provas inicialmente encaminhadas para a criação da CPI já eram indícios fortíssimos da participação do Cimi na incitação à violência em conflitos por terras em Mato Grosso do Sul entre indígenas e proprietários rurais.”, afirma o deputado Paulo Corrêa (PR), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
O relatório preliminar da Comissão foi apresentado nesta quarta (4) com 218 páginas, de acordo com o artigo 52 do Regimento Interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS). No relatório, que ainda será enviado para o Ministério Público Federal, Governo Federal, Ministério da Justiça e todos os órgãos envolvidos com a questão indígena no Brasil, Paulo Corrêa confirma todo o embasamento que aponta para a incitação de invasões nas terras do Estado feitas pelo Cimi.
A votação e a discussão do relatório final acontecem na próxima terça (10), quando o mesmo será entregue, a partir das 14h, no Plenário Deputado Júlio Maia. Imprensa e público podem acompanhar o evento. Fazem parte da CPI a presidente, deputada Mara Caseiro (PSDB), o vice-presidente, deputado Marquinhos Trad (PSD), o relator Paulo Corrêa (PR) e os membros: deputados Onevan de Matos (PSDB) e Pedro Kemp (PT).
A presidente da Comissão destaca que CIMI prega ódio entre índios e produtores
A presidente da CPI-CIMI Mara Caseiro (PSDB) destaca o relatório preliminar apresentado pelo relator do caso o deputado Paulo Corrêa conseguiu contextualizar todas as informações obtidas durante as oitivas, assim como ligar os mesmos aos documentos obtidos no início das denúncias e os recebidos durante o processo investigativo da comissão e através da conexão de todas essas informações permitiu ainda a conclusão que de fato o CIMI funciona como uma organização orquestrada que incita e financia as invasões de propriedades particulares por indígenas no estado de Mato Grosso do Sul, provocando a insegurança jurídica e fazendo vítimas de suas armações tanto os indígenas como os produtores.
“Através de suas mentiras e invenções antropológicas pregam o ódio e a guerra entre indígenas e produtores. Colocando, inclusive em risco, as vidas dessas pessoas”, pontua a deputada.
Mara destaca que os objetivos da CIMI são escusos de interesses pessoais em detrimento a coletividade, eles usam a fragilidade e as necessidades das comunidades indígenas para arrecadar recursos que deveriam chegar às aldeias melhorando a vida dessas comunidades destacando que ao invés disso o que se vê é esse recurso ser usado em benefício próprio e os poucos recursos que chegam ou que chegaram eram usados exclusivamente para promover as invasões, finaliza a deputada.