Política
CPI da Energisa continua suspensa, mas MPE solicita que perícias permaneçam
Expectativa é que os trabalhos retornassem o mês que vem, porém sessões presenciais continuam suspensas devido a pandemia
Os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Energisa continuam suspensos em setembro, assim como os prazos da comissão, devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19). No entanto, o Ministério Público Estadual (MPE) determinou que os trabalhos de perícia nos medidores enviados Universidade de São Paulo (USP) continuem.
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) decidiu manter as sessões remotas, ao invés de retomar os trabalhos presenciais até pelo menos 30 de setembro e, por esse motivo, depoimentos, debates, prazos, entre outras apurações continuam suspensas.
Para o presidente da CPI, deputado estadual Felipe Orro, apesar dos trabalhos presenciais estarem suspensos, a Comissão continua recebendo denúncias e colhendo materiais.
“Fomos acionados pela população, o Parlamento reagiu dentro de sua prerrogativa de investigar e propor ações nos âmbitos jurídico e administrativo. De repente a concessionária paralisa os trabalhos da CPI com um argumento descabido, antecipando, inclusive, julgamento de mérito, que agora, temos certeza, será restabelecido pelo Tribunal e poderemos dar continuidade à vistoria”, disse.
A CPI da Energisa foi instaurada no dia 12 de novembro do ano passado, para apurar irregularidades no sistema de medição de energia elétrica, que acarretaram no aumento injustificado de valores na fatura por unidade consumidora, comprometendo a qualidade dos serviços prestados pela empresa Energisa.
De um total de 200 medidores definidos pela CPI, até o momento foram recolhidos 97 relógios medidores de consumo para serem submetidos à perícia na USP São Carlos.