Política
O debate em debate
Vereadores questionam ausência de enfrentamentos
A informação de que os canais de televisão de Campo Grande não realizariam o debate com os candidatos a prefeitura este ano levantou discussão entre os vereadores, na sessão desta quinta-feira (15), que defendem que os veículos devem manter o cronograma, como acontece em todo ano eleitoral.
A discussão foi levantada pelo vereador Papy (Solidariedade) que prevê “grave prejuízo eleitoral” com a não realização do debate na TV. “O debate coloca todos de igual para igual, como a democracia preconiza. Quando as mídias se recusam a dar esse direito ao eleitor, temos um grave prejuízo eleitoral, pois só ao candidato a reeleição é favorecido ao não ter o debate. O debate é uma ferramenta importante, é cultural do brasileiro ter o debate, as pesquisas eleitorais mudam após o debate e historicamente, tivemos no MS, debates maravilhosos, onde o caminho da eleição mudou depois do debate”, disse o parlamentar.
Para o vereador Carlão (PSB), o candidato a reeleição não é beneficiado com o debate. “Ele vai mostrar como pegou a cidade e como ela está hoje. Em um debate, ele vai ter muitas chances de crescer nas pesquisas. Sou contra esse negócio de não ter debate”, afirmou aos reforçar que se o não acontecer a sociedade será prejudicada.
Já para o vereador André Salineiro (Avante), a pandemia não seria motivo para não realizar debates televisivos. “A melhor forma de dominar o povo é mantê-lo desinformado. Fico muito triste com a informação de que não haverá debate. O debate seria apenas com os candidatos, sem as equipes, não é verdade que é a questão da segurança. Esse debate precisa acontecer. Não podemos aceitar isso. A população será a mais atingida”, afirmou.
Pela liderança do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o vereador Wilson Sami, sugeriu que o debate fosse realizado pela Câmara Municipal. “Temos que oferecer isso para o povo campo-grandense”, afirmou o parlamentar, que foi repreendido vereador Cazuza, que presidia a sessão, por existe uma legislação que impede a Casa de Leis de realizar eventos da natureza.