Na manhã desta quinta-feira (7), um dia após a invasão de seguidores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Capitólio, sede do Congresso americano, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a dizer que houve fraude nas eleições presidência dos Estados Unidos — hipótese descartada por autoridades norte-americanas e internacionais.

Além disso, Bolsonaro também comenta sobre as eleições brasileiras em 2022, alegando, mais uma vez, que houve fraude nas urnas em 2018. O presidente defende o voto impresso para o próximo pleito.

"Aqui no Brasil, se tivermos o voto eletrônico em 22, vai ser a mesma coisa. A fraude existe. A imprensa vai dizer 'sem provas, ele diz que a fraude existe'. Eu não vou responder esses canalhas da imprensa mais. Eu só fui eleito porque tive muito voto em 2018", afirma o presidente.

“Se nós não tivermos o voto impresso em 22, uma maneira de auditar voto, nós vamos ter problemas piores do que os Estados Unidos”, alega Bolsonaro.

Urnas eletrônicas

Os votos nas urnas eletrônicas são auditáveis. Ou seja, cada dispositivo gera um boletim de urna, que é fixado na seção eleitoral após o fim da votação. Representantes de todos os partidos políticos podem fiscalizar o processo eleitoral na apuração dos votos.

Não há nenhuma evidência de que o método eletrônico seja suscetível a fraudes. As urnas são independentes e não ficam integradas em rede, o que, de acordo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), evita qualquer possibilidade de hackeamento.

Bolsonaro já foi eleito seis vezes com votação por urna eletrônica

A urna eletrônica passou a ser usada no Brasil em 1996. Desde então, Bolsonaro foi eleito por esse método seis vezes: como deputado federal, em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, e como presidente, em 2018. Os três filhos políticos do presidente, Carlos, Flávio e Eduardo, também foram escolhidos em eleições via urna eletrônica.