O coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, senador Rogério Marinho (PL-RN), protocolou nesta quinta-feira (6) um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição também solicita a autorização de busca e apreensão contra o ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

O pedido tem como base o caso envolvendo pagamentos feitos pela empresária Roberta Luchsinger, ligada ao empresário Antonio Camilo, o "Careca do INSS", a Marcola. O ex-assessor admitiu ter recebido R$ 249 mil da empresária, mas afirmou que o valor foi quitado e negou irregularidades. Ele deixou o cargo em julho, oficialmente para reforçar a campanha de reeleição de Lula.

No documento, assinado pela coordenadora jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Claudia Bucchianeri, a defesa pede a investigação da origem do suposto vazamento de informações protegidas por sigilo, além da requisição de registros de acesso ao Palácio do Planalto e ao Palácio da Alvorada nos últimos 30 dias e informações sobre reuniões entre Lula e o diretor-geral da Polícia Federal.

A petição também solicita a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Marco Aurélio, para apurar a origem e a destinação dos recursos recebidos, além da apreensão de celulares, computadores, documentos e outros materiais que possam auxiliar nas investigações.

Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, o objetivo é esclarecer se houve uso indevido de informações sigilosas para beneficiar politicamente o presidente em período pré-eleitoral. A defesa argumenta que, caso confirmado, o vazamento pode configurar crimes como violação de sigilo funcional e embaraço à investigação criminal.

Procurada, a campanha de Lula negou qualquer irregularidade. Já o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, não comentou o caso.