Infraestrutura
Plano de Governo Riedel prevê 6,6 mil km de rodovias pavimentadas e novo programa habitacional
Na aviação, projetos incluem novos aeródromos, terminais de passageiros, sistemas de balizamento noturno e melhorias operacionais
O governador Eduardo Riedel (PP), pretende ampliar a malha rodoviária pavimentada, fortalecer diferentes modais de transporte e aumentar os investimentos em habitação caso reeleito. As propostas fazem parte do plano de governo apresentado no registro da candidatura para as eleições de 2026.
Depois de abordar as propostas de Riedel para segurança pública, o segundo tema reúne infraestrutura, logística, habitação e desenvolvimento urbano.
Na infraestrutura, o documento combina a continuidade de projetos da atual administração com novas metas até 2030. Segundo o balanço apresentado no plano, entre 2023 e 2025 foram investidos mais de R$ 2 bilhões em rodovias estaduais, com 1.153 quilômetros pavimentados e outros 517 quilômetros restaurados.
O governo também contabiliza a substituição de mais de 69 pontes de madeira por estruturas de concreto e a implantação de mais de 500 quilômetros de revestimento primário no Pantanal. Para 2026 e 2027, o plano informa que outros R$ 3,1 bilhões estão previstos para investimentos rodoviários.
Mais da metade das rodovias pavimentadas
Uma das principais metas apresentadas por Riedel para um eventual segundo mandato é inverter a proporção entre estradas pavimentadas e não pavimentadas em Mato Grosso do Sul. A malha asfaltada, que era de 5.131 quilômetros em 2023, deve chegar, segundo o planejamento, a 5.988 quilômetros ao fim da atual gestão e alcançar 6.660 quilômetros até 2030.
Com isso, o Estado passaria a ter mais de 50% de sua malha rodoviária pavimentada.
Outra proposta é elaborar e implementar o PELT (Programa Estadual de Logística e Transportes), que deverá orientar o planejamento do setor. O documento também prevê consolidar corredores estratégicos de integração regional e internacional e ampliar a infraestrutura rodoviária, ferroviária, hidroviária e aeroportuária.
A intenção apresentada é conectar os diferentes modais e melhorar o escoamento entre regiões produtoras e mercados consumidores. O plano relaciona essa estratégia a projetos já em andamento, como a Rota Bioceânica e a concessão da Rota da Celulose.
Também aparecem entre as propostas a adoção de novos modelos de gestão e conservação da infraestrutura, ampliação das parcerias para investimentos e medidas para tornar a estrutura logística mais resistente aos impactos das mudanças climáticas.
Aviação regional
No transporte aéreo, Riedel pretende dar continuidade ao Plano Aeroviário implantado durante a atual gestão. Conforme o documento, entre 2023 e 2026 foram concluídas 27 obras em aeródromos de diferentes regiões.
A carteira completa reúne 64 obras e serviços e soma mais de R$ 366 milhões. Desse total, 39 intervenções são apontadas como concluídas ou em execução e outras 25 estão previstas.
Os projetos incluem novos aeródromos, terminais de passageiros, sistemas de balizamento noturno e melhorias operacionais. Para os próximos anos, a proposta é continuar incentivando a aviação regional e utilizar o modal como instrumento para ampliar a conectividade, o turismo e a atração de investimentos.
Habitação para baixa renda
Na habitação, o plano prevê ampliar os investimentos até 2030 e criar o MS Moradia, programa estadual destinado exclusivamente à população de baixa renda. A proposta se soma ao Bônus Moradia, que deverá ter a entrega de novas unidades ampliada.
O candidato também propõe buscar parcerias com o Governo Federal para viabilizar moradias e abrir novas frentes de regularização fundiária urbana.
O crescimento de cidades que recebem grandes empreendimentos também entrou no planejamento. A proposta é direcionar programas habitacionais para regiões impactadas pela instalação de grandes investimentos produtivos, onde o aumento da população pode elevar a demanda por moradia e serviços públicos.
O plano ainda prevê integrar a política habitacional à expansão da infraestrutura urbana e apoiar as prefeituras na elaboração e atualização dos instrumentos de planejamento das cidades.
A estratégia apresentada por Riedel é associar a construção de moradias ao desenvolvimento urbano, com ações voltadas para acessibilidade, sustentabilidade, tecnologia e maior capacidade das cidades de enfrentar eventos climáticos e acompanhar o crescimento econômico do Estado.