Diretores escolhidos pela comunidade escolar, internet de alta velocidade nas unidades estaduais e expansão do ensino técnico estão entre as mudanças que Delcídio do Amaral (PRD) pretende colocar em prática na educação caso seja eleito governador de Mato Grosso do Sul.

O ex-senador também propõe ampliar a educação inclusiva, fortalecer a UEMS e garantir o pagamento integral do piso nacional do magistério dentro do programa “MS DE TODOS”. 

Na avaliação, Mato Grosso do Sul  ainda enfrenta diferenças importantes no acesso ao ensino, principalmente entre estudantes indígenas e outras parcelas mais vulneráveis da população.

Diretores escolhidos 

Uma das propostas é acabar com indicações políticas para a direção das escolas estaduais. Delcídio defende que os diretores sejam escolhidos diretamente pela comunidade escolar, com participação de professores, estudantes e famílias.

Para os profissionais da educação, o programa promete cumprir integralmente o piso nacional do magistério, recompor o quadro de professores e administrativos e ampliar a formação continuada.

A proposta quer garantir merenda nutritiva e tratar a segurança alimentar como parte das condições necessárias para a aprendizagem.

Ensino profissionalizante e educação especial

Delcídio também quer ampliar a estrutura tecnológica das escolas e dentificar as unidades que ainda não contam com internet de alta velocidade e garantir laboratórios de informática e ferramentas digitais para alunos e professores.

No Ensino Médio, a proposta é ampliar o suporte psicopedagógico e incentivar a formação profissionalizante, aproximando os jovens das oportunidades de trabalho existentes nas diferentes regiões do Estado.

Na educação especial, o candidato promete ampliar a contratação de profissionais de apoio qualificados e melhorar a acessibilidade nas unidades estaduais.

Ensino superior

O programa reserva espaço para a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) expandir cursos considerados estratégicos para cidades do interior e fortalecer pesquisa, ciência e extensão.

Outra promessa é ampliar a autonomia administrativa e financeira da universidade e retomar o percentual de recursos previsto na Lei Estadual nº 2.583/2002.

O plano ainda defende a liberdade de cátedra para os professores e a criação de um Fórum Permanente de Educação, que teria a função de discutir e formular novas propostas para o ensino no Estado.