Plano de Governo
Prospostas de Lucien para segurança critica ‘guerra às drogas’ e prioriza inteligência
Candidato do PSOL defende combater estruturas do crime organizado e ampliar políticas sociais nas periferias
Uma das propostas de Lucien Rezende (PSOL) para a segurança pública de Mato Grosso do Sul é o fortalecimento da inteligência policia. Candidato ao Governo do Estado, ele defende uma mudança no modelo de enfrentamento à criminalidade, com atenção especial às regiões de fronteira.
O plano de governo considera a posição geográfica de Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com Paraguai e Bolívia, como um dos principais desafios da área. A proposta repete a de outros concorrentes que falam em ampliar a cooperação entre forças estaduais, órgãos federais e instituições internacionais para combater organizações criminosas que atuam nesses territórios.
O PSOL critica o modelo baseado prioritariamente na repressão e na chamada "guerra às drogas", que, segundo o partido, aumentou o encarceramento sem atingir as estruturas financeiras do crime organizado.
A valorização dos profissionais também aparece no programa. Entre as medidas estão melhores condições de trabalho, formação continuada e políticas de atenção à saúde mental dos agentes de segurança.
Outra frente defendida é a prevenção. A proposta relaciona a redução da criminalidade à ampliação de investimentos em educação, esporte, cultura, emprego e assistência social nas periferias. Também estão previstas ações específicas de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra a mulher, além da proteção das populações indígenas e de medidas contra o racismo nas abordagens policiais e no sistema de Justiça.
Em âmbito nacional, o PSOL tem defendido uma agenda de fortalecimento de direitos sociais, redução das desigualdades e oposição a políticas de segurança centradas exclusivamente no encarceramento e na repressão.
A proposta de Lucien integra a série sobre os planos apresentados pelos candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul. Já foram abordadas as propostas de Eduardo Riedel (PP), Fábio Trad (PT), Renato Gomes (DC), João Henrique Catan (Novo) e Delcídio do Amaral (PRD).