Política
Reinaldo Azambuja defende “nova independência” contra aumento da dívida pública
Candidato ao Senado critica gastos do governo federal, defende redução do tamanho do Estado e propõe mais recursos para municípios
No dia em que o Brasil celebra 204 anos de Independência, o candidato ao Senado Reinaldo Azambuja (PL 222) aproveitou a data para defender o que chama de uma “nova independência”: a redução do tamanho do Estado e dos gastos públicos. Para o ex-governador de Mato Grosso do Sul, o país precisa controlar o endividamento e direcionar mais recursos para áreas que impactam diretamente a vida da população.
Segundo dados do Banco Central citados pelo candidato, a dívida pública brasileira chegou a R$ 10,8 trilhões em junho deste ano, o equivalente a 81,9% do PIB. O percentual é o maior desde abril de 2021 e representa um aumento de 10,2 pontos percentuais desde janeiro de 2023. No mesmo período de 12 meses encerrado em junho, o país gastou R$ 1,16 trilhão com juros da dívida.
Reinaldo também relaciona o aumento dos gastos ao impacto no orçamento das famílias. De acordo com os números apresentados por ele, o IPCA acumulado entre setembro de 2022 e julho deste ano chegou a 19,86%, enquanto os alimentos acumulam alta de 64,35% desde janeiro de 2020. “A vida não está fácil para ninguém. O custo de vida aumentou. O que você comprava quatro anos atrás, você não compra hoje a mesma coisa. O endividamento está alto e o nosso Brasil pode mais, pode crescer mais. Só que tem que parar com essa gastança desenfreada”, afirmou.
O candidato também critica a estrutura do governo federal e questiona o número de ministérios. Atualmente, são 38 pastas, segundo os dados utilizados na campanha. Reinaldo cita como exemplo a experiência em Mato Grosso do Sul, onde reduziu o número de secretarias estaduais de 19 para 11 durante sua gestão. Na avaliação dele, a redução da estrutura pode ocorrer sem comprometer a eficiência dos serviços públicos.
Outra bandeira apresentada por Reinaldo é o municipalismo. Ele defende um novo pacto federativo para aumentar a parcela de recursos destinada aos municípios, além da atualização da tabela do SUS e do fortalecimento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “Não dá para ficar gastando em Brasília, nós temos que ter menos Brasília e mais Brasil”, declarou.
Na disputa pelo Senado, Reinaldo afirma que pretende apoiar medidas do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. Entre as propostas citadas estão a redução de pelo menos dez ministérios, uma reforma administrativa, mudanças no pacto federativo e o programa “Brasil mais Barato”, que prevê redução de impostos e medidas para diminuir custos de itens como energia elétrica e alimentos.
Ao defender a redução dos gastos públicos, Reinaldo afirma que o objetivo é fazer com que mais recursos cheguem aos municípios e, consequentemente, à população. Para ele, a Independência celebrada em 7 de Setembro também deve servir como símbolo da busca por um Estado menos burocrático, com menos despesas administrativas e maior capacidade de investimento em serviços e desenvolvimento.