Na tarde desta quinta-feira (17), o Secretario de Estado de Saúde, Geraldo Rezende assinou documento para repasse no valor de R$ 11 milhões, destinados a desafogar a Santa Casa de Campo Grande. Cerca de R$ 5,5 milhões serão utilizados para pagar 300 médicos da instituição, com vínculos celetistas, que iriam entrar em greve pelo não pagamento da primeira parcela do 13, não recebimento do pagamento de salário referente ao mês de novembro e horas extras atrasadas.

Segundo secretário a alternativa inicial seriam realizar três parcelas de pagamento, mas a decisão final foi outra. “Seriam pagos em três parcelas, mas para evitar situações que não queremos presenciar no final do ano, foi decidido pagar única parcela.”, disse o secretário durante a reunião.

Em contrapartida, a Santa Casa deve ajudar em 2021, a Secretaria de Estado de Saúde com o novo projeto para a realização de cirurgias eletivas. “Nós vamos chamar Mutirão de Cirurgias Eletivas e Mutirão de Exames Especializados. Ao todo, a Santa Casa deverá realizar: 40 cirurgias de coluna; 60 cirurgias de quadril; 1,2 mil tomografias; 500 ressonâncias e mais 200 cirurgias de catarata”, explica o secretário.

O pacote de R$ 11 milhões faz parte dos R$ 27,5 milhões como forma de ajuda com o envio de recurso emergencial para municípios e hospitais ampliarem ações de combate à pandemia de coronavírus em Mato Grosso do Sul. Municípios sede das macro e microrregiões de saúde foram beneficiados. Além, de cidades que possuem leitos de UTI custeados pelo poder público.

O anuncio sobre a possível greve foi feito pela entidade na tarde da quarta-feira (16), durante Assembleia Geral virtual. Os médicos paralisariam em 70% os atendimentos ambulatoriais e 30% os serviços de urgência e emergência.