Saúde
Anvisa muda regras para uso emergencial de vacinas contra covid-19
Com as mudanças, Governo negocia 30 milhões de doses das vacinas Sputnik V e Covaxin
Em uma apresentação feita na quarta-feira (3) para jornalistas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que as regras para pedidos de uso emergencial de vacinas contra a covid-19 foram atualizadas.
Com as mudanças, a autorização de imunizantes no país deve ser mais ágil. A Anvisa explicou que as alterações no chamado “guia emergencial de vacinas” buscam ampliar o acesso a imunizantes com qualidade, eficácia e segurança.
Principal alteração feita é que o andamento de testes na fase três (etapa que são realizados testes clínicos que analisam a eficácia e segurança do imunizante) no Brasil não é mais obrigatório para a submissão do pedido à agência.
Até agora, a agência reguladora só autorizou o uso de duas vacinas: a Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan; e a desenvolvida pela Astrazeneca em parceria com a Universidade de Oxford e que também será fabricada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Com a simplificação do processo, a Anvisa informou que o prazo para autorização emergencial de vacinas contra a covid-19 em condução de ensaios clínicos fase 3 no Brasil será de até dez dias. Para os imunizantes ainda sem testes clínicos no país, o prazo é de até trinta dias.
De acordo com os técnicos da agência, a atualização do guia pretende evitar retrabalho (como a reanálise de dados já feita por uma agência reguladora estrangeira) e acompanham avanços regulatórios na liberação emergencial de vacinas em outros países.
Após a mudança, o Ministério da Saúde anunciou que na sexta-feira (5) vai ser reunir com representantes do instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina Sputinik V, e do laboratório indiano Bharat Biotech, fornecedor do imunizante Covaxin, para negociar a aquisição de mais 30 milhões de doses de vacinas.