Após dois dias sem mortes, Uruguai registrou ontem (9), um total de 3 óbitos em todo o país, números baixíssimos, conforme a última atualização do Sistema Nacional de Emergências uruguaio, e uma das ações que o governo adotou foi a aprovação de uma terceira dose de vacinas, medida que é considerada em Campo Grande.

O Ministério da Saúde do Uruguai afirmou que por recomendação da comissão de vacinas que assessora o governo, vai oferecer uma terceira dose do imunizante da Pfizer à população que tomou a Coronavac, pelo menos 90 dias após a segunda dose.

A mesma técnica pode ser adotada na capital, já que a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), já protocolou no Ministério da Saúde em Brasília, pedido para fazer a D3, ou seja a terceira dose prioritariamente para os que tomaram a Coronavac.

A solicitação já foi encaminhada pelo secretário de saúde da capital, José Mauro, e a justificativa é que estudos de outros países, sinalizaram que essa medida aumenta a segurança na imunização  entre os mais velhos.  O Secretário diz que  “aguarda” uma resposta positiva.

Porém no Brasil, uma dose de reforço das vacinas ainda é estudada, o Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa para avaliar a necessidade de uma terceira dose de vacinas contra a covid-19 em pessoas que receberam a CoronaVac, após estudos recentes apontarem uma queda da proteção fornecida pelo imunizante depois de seis meses, segundo o ministro Marcelo Queiroga e a pesquisadora Sue Ann Clemens que irá coordenar os trabalhos.

De acordo com a pesquisadora Sue Ann Clemens, brasileira que trabalha na Universidade de Oxford, o estudo será realizado com a aplicação de uma dose de reforço das vacinas CoronaVac, Oxford-AstraZeneca, Pfizer e Janssen em pessoas que receberam as doses da CoronaVac há pelo menos seis meses

Outros países

A terceira dose da vacina  contra a Covid-19 já é realidade em diversos países como República Dominicana, Israel e Rússia.

Já nos Estados Unidos, a Pfizer informou que solicitará a aprovação de uma dose de reforço esse mês. A empresa publicou dados sugerindo que administrar uma terceira injeção  aumenta "fortemente" a proteção contra a variante delta do coronavírus.