A campanha ‘Vacinas salvam vidas’, vem ganhando espaço nas redes sociais e na mídia nos últimos tempos. Com a pandemia do coronavírus, as atenções se voltaram apenas para a imunização contra doença, mas é preciso se lembrar da vacinação além da covid-19 e manter o cartão sempre atualizado.

 "A vacina é um avanço científico que há muitos anos vem salvando muitas vidas e aumentando consideravelmente a longevidade da população. Vacinar, não só salva vidas, como permite que as pessoas a viverem melhor e mais saudáveis seguras", avalia a gestora regional do Sabin em Campo Grande, Adriana Linni.

Com o isolamento social adotado como principal forma de prevenção e combate à pandemia, algumas atividades essenciais como fazer exercício físico, cuidados com a alimentação, consultas médicas e realização de exames periódicos foram deixadas de lado. "O mesmo ocorreu com a rotina de vacinação. As pessoas não tiveram muita motivação para manter esse cuidado", avalia.

O Ministério da Saúde define anualmente o calendário vacinal que prevê uma rotina com todas as vacinas necessárias para crianças, adultos e idosos, e doenças como sarampo, febre amarela e influenza estão presentes nessas recomendações. Ao acompanhar corretamente o cronograma estabelecido pelo Ministério, além da própria proteção, epidemias podem ser evitadas. "A imunização é um componente chave do serviço essencial de saúde. Quando a população está protegida, podemos evitar um desgaste do setor de saúde, principalmente durante um período que sobrecarrega o serviço de saúde, como uma pandemia" explica Adriana.

A especialista afirma que a vacina estimula o corpo a produzir anticorpos para se defender contra os microrganismos e que crianças menores de cinco anos, gestantes, idosos e outros grupos de risco devem ter sempre como meta a atualização do cartão de vacinas.

A médio e longo prazo, as consequências para a população podem ser preocupantes. De acordo com Adriana, ter uma alta taxa de pessoas não vacinadas contra múltiplas doenças, pode ser ainda pior do que a pandemia. "A vacinação deve ser iniciada logo após o nascimento porque é uma das formas mais importantes de prevenção contra doenças causadas por vírus e bactérias. Algumas doenças, para as quais já existem vacinas, podem ser muito graves, com risco de óbito ou sequelas", explica