Saúde
Segundo pesquisa, 85% dos campo-grandenses são favoráveis ao passaporte da vacina
Levantamento foi realizado entre segunda e quarta-feira, na região central da Capital
Esta semana, um assunto polêmico para muitos e de interesse de outros, tomou conta dos debates nas redes sociais: a implantação do passaporte da vacina, a fim de evitar a proliferação da covid-19 na Capital e em todo o estado. Os apoiadores de Campo Grande, de acordo com pesquisa realizada pelo Intituto de Pesquisa Resultado (IPR) para o jornal Correio do Estado, é de 85%.
Para o levantamento foram entrevistadas 300 pessoas, entre os dias 27 e 29, na região central da cidade e a margem de erro é de 4,5 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa aponta que 85,33% são favoráveis ao passaporte e apenas 14,67% são contra a adoção da medida, que foi discutida pelo governo do estado e a prefeitura.
Ainda foi perguntado se os entrevistados acreditam que a vacina contra covid-19 deveria ser incluída no calendário anual de vacinação, ao que 84,33% se mostraram favoráveis; outros 13,33% acreditam que a aplicação deva ser apenas em época de pandemia; 1% é contra a vacinação e 1,33% não soube ou não quis opinar.
Uma audiência realizada na Câmara Municipal de Campo Grande na segunda-feira (27), para tratar de dois projetos de lei relacionados ao tema, sendo um de autoria dos vereadores Camila Jara e Ayrton Araújo (os dois do PT), falava sobre instituir o passaporte, de forma que apenas pessoas com o esquema vacinal completo pudessem ter acesso a eventos e locais com grande circulação de pessoas, como shows e eventos em geral. Já o outro projeto, do vereador Tiago Vargas (PSD), falava sobre circulação irrestrita de pessoas não vacinadas.
A sessão acabou em confusão, quando o secretário de estado de Saúde, Geraldo Resende, se dirigiu ao público que foi até a Câmara protestar contra o passaporte, de fascitas e nazistas. “Não tenho medo do debate, aliás, eu sempre estarei lá para poder dizer nazistas e fascistas da atualidade, vocês não vão prosperar, nosso haverá de derrotá-los e lucrativos-los na lata de lixo da história, vamos fazer esse debate em todos os cantos de Mato Grosso do Sul, defendendo o passaporte da imunidade ”, disse o secretário durante seu discurso.
Depois da confusão, o governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), em agenda na terça-feira (28) que o passaporte não seria instituído em Mato Grosso do Sul e que a ideia seria uma opinião separar do secretário de Saúde.
O governador do estado, Reinaldo Azambuja, por sua vez, afirma que a manifestação de Geraldo Resende é pessoal e que não há projetos de lei ou decisões do governo a respeito do tema, mas que a intenção do governo é localizar pessoas que não tenham se vacinado ainda.
Embora a implementação do passaporte sanitário tenha sido considerada em um evento do Governo e da Fiems, ontem, Eduardo Riedel, presidente do comitê do Programa de Saúde e Segurança na Economia (Prosseguir), adotou outro discurso e afirmou, na live do boletim do Prosseguir, que o estado não deve ser adotado em MS.