Mato Grosso do Sul registrou crescimento nas doações de leite humano em 2025, com aumento no volume coletado em quatro dos cinco bancos de leite do Estado, totalizando mais de 7 mil litros apenas no ano passado. Apesar do avanço, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/Ebserh), em Campo Grande, enfrenta situação de alerta: o estoque atual atende apenas três dias.

Outras unidades também registraram crescimento: a Santa Casa de Campo Grande passou de 1.609,6 para 1.771,2 litros, o BLH Dr. João Aprígio, da Maternidade Cândido Mariano, alcançou 2.350,2 litros e registrou aumento de doadoras de 1.779 para 1.923. O HU da UFGD cresceu de 1.501,5 para 1.567,8 litros, e o Hospital Regional manteve 464,5 litros distribuídos, com 647 recém-nascidos atendidos em 2025.

O leite humano é testado, pasteurizado e distribuído às UTIs neonatais, contribuindo para prevenção de infecções, ganho de peso adequado e redução do tempo de internação.

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, ressalta a importância da política pública de apoio à amamentação: “Cada litro coletado representa profissionais capacitados, mães sensibilizadas e bebês recebendo um alimento que salva vidas”.

O gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, reforça: “A amamentação é o primeiro passo para uma vida saudável e está ligada à segurança alimentar e nutricional”.

A referência técnica em aleitamento materno da SES, Liliane Rodrigues, destaca que a rede começa no pré-natal e passa pela atenção primária à saúde: “O banco de leite não é só coleta e distribuição. É acolhimento, orientação e suporte. Cada doação pode fazer diferença direta na recuperação de um recém-nascido”.

Mesmo com o crescimento das doações, unidades como o Humap ainda enfrentam baixa no estoque. A mobilização segue, incluindo o XVII Encontro Nacional de Aleitamento Materno e o VII Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável, de 26 a 30 de abril, com o ato público “Mil Mães Amamentando”.