Eleições 2026
Entidades de comunicação criticam interferência judicial após cancelamento de debate presidencial
ABERT, ANER e ANJ afirmam que decisão interferiu na liberdade de imprensa e prejudicou o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram, nesta sexta-feira (2), uma nota conjunta em que manifestam solidariedade à TV Globo e criticam a intervenção judicial que resultou no cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno das Eleições 2026.
No documento, as entidades afirmam que a decisão judicial foi além da imposição de obrigações à emissora e representou, na avaliação delas, uma interferência na liberdade de imprensa.
Segundo as associações, o debate já tinha regras previamente estabelecidas e acordadas entre a TV Globo e os partidos políticos meses antes da realização do encontro. Elas também questionam a determinação de obrigações que, conforme argumentam, não estavam previstas na legislação eleitoral.
“É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”, afirmam ABERT, ANER e ANJ.
As entidades também destacam que os candidatos haviam sido convidados e demonstrado disposição para participar do debate dentro das regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Na avaliação das associações, a intervenção judicial acabou afetando o direito dos eleitores de conhecerem as propostas apresentadas pelos candidatos na reta final do primeiro turno.
“Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos”, diz outro trecho da nota.
A manifestação é assinada conjuntamente pelas três entidades, que representam empresas e veículos dos setores de rádio e televisão, revistas e jornais.