Nesta terça-feira (28), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias de corrupção e tráfico de influência no Ministério da Educação (MEC).

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco(PSD-MG), precisa fazer a leitura do documento em plenário para que a comissão inicie os trabalhos. O regimento do Senado prevê que o requerimento de abertura da Comissão precisa ser assinado por, no mínimo, 27 senadores – um terço dos 81 que compõem a Casa. 

O protocolo do requerimento do pedido de abertura da CPI do MEC foi feito cinco dias após Randolfe anunciar que obteve as assinaturas necessárias para a criação da Comissão. Ao todo, 29 senadores deram aval à CPI.

Para a comissão de inquérito ser considerada oficialmente criada, é necessário que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), leia o requerimento em plenário, ato que representa uma etapa do rito legislativo para que o pedido possa ser publicado no "Diário Oficial do Senado".

Escândalo do MEC

No pedido de criação da CPI, Randolfe cita reportagens que revelaram que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro teria priorizado amigos dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, a pedido de Jair Bolsonaro (PL), na destinação de verbas do MEC para construção de escolas e creches em vários municípios brasileiros.

Após a publicação das reportagens, Milton Ribeiro pediu demissão do Ministério da Educação. Ele e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, que estariam envolvidos no esquema, chegaram a ser convidados a prestar esclarecimentos na Comissão de Educação do Senado, mas não compareceram.