A PGR (Procuradoria-Geral da República) firmou, nesta quarta-feira (2), um acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador e ex-dono da gestora Reag. A delação faz parte das investigações relacionadas ao Banco Master e ainda depende de homologação do STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com informações atribuídas a fontes da PGR, Mansur apresentou provas e forneceu novos elementos sobre supostos crimes envolvendo Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Ele teria sido o primeiro investigado a procurar as autoridades com informações consideradas relevantes para o avanço das apurações.

O acordo é a primeira colaboração premiada fechada pela PGR no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero.

Com a assinatura, o conteúdo da delação deverá ser encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master no STF. Caberá ao magistrado analisar os termos apresentados e decidir sobre a homologação do acordo.

A Reag também aparece em outra investigação da Polícia Federal. A antiga administradora de fundos de investimentos foi alvo da Operação Carbono Oculto, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Segundo as investigações, há suspeita de que a instituição tenha sido utilizada na movimentação e lavagem de até R$ 1 bilhão ligados à facção criminosa. A Reag foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central em janeiro deste ano.