A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para exploração sexual e lenocínio, crime relacionado ao favorecimento da prostituição, em festas organizadas por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O pedido foi encaminhado na semana passada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. A investigação tem como base mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro, que apontariam sua participação no gerenciamento de uma suposta rede internacional de prostituição.

Segundo o UOL, Vorcaro teria financiado, como sócio oculto, uma estrutura de prostituição internacional a partir de 2023, com investimentos de pelo menos R$ 4,3 milhões. A operação envolveria recrutamento de estrangeiras, intermediários e uma casa noturna em São Paulo.

As conversas mencionam mulheres de nacionalidades russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa. Reportagem da Folha de S.Paulo revelou que Vorcaro organizava festas com modelos estrangeiras e estrutura logística para receber políticos e outras autoridades, inclusive durante viagens e eventos oficiais.

Em mensagens enviadas à então noiva, Martha Graeff, em agosto de 2025, Vorcaro afirmou que esses encontros faziam parte de seus negócios. "Fiz festa com 300 desse tipo", escreveu.

O empresário nega qualquer irregularidade. Em nota divulgada no dia 13, afirmou que jamais explorou ou desrespeitou mulheres e classificou as acusações como uma narrativa falsa.

O ministro André Mendonça permanece relator dos casos relacionados ao Banco Master, apesar de Fachin ter determinado o encaminhamento dos inquéritos ao seu gabinete.