Cidade
Consórcio espera auxílio de Brasília para ônibus não pararem
Sem esperanças de receber auxilio da prefeitura e encerrando pedido judicial, consórcio espera por auxílio federal
Após um pedido de ajuda financeira, feito pelo Consórcio Guaicurus a prefeitura de Campo Grande, ser negado e a ação judicial ser encerrada, a crise financeira da empresa que presta os serviços de transporte coletivo na capital continua e a esperança é o auxílio emergencial proveniente do governo federal.
A ação judicial, onde o Consórcio Guaicurus pedia auxilio a prefeitura, foi encerrada pela própria empresa na última sexta-feira (01). O diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Resende, afirmou em entrevista ao JD1 Notícias que a desistência ocorreu “porque achamos convenientes nesse momento”.
João Resende, explicou porque o consórcio precisa dessa ajuda financeira e exemplificou a situação com a queda das arrecadações desde o início da pandemia, segundo próprio presidente em tempos normais, era esperado uma arrecadação de R$ 13 milhões no mês de abril, por conta da pandemia foi arrecadado apenas R$ 4 milhões.
Ao ser questionado sobre uma paralisação dos serviços, como afirmado anteriormente pelo advogado do consórcio, André Borges, o presidente respondeu de forma rápida que isso pode acontecer, mas não é algo eminente e que busca uma saída, “existe se não for feito nada”, disse Resende.
Ele voltou a afirmar que a operação continua normalmente e conta com esse auxilio emergencial, “a operação continua de pé, nós continuamos com os recursos que temos, com o acompanhamento da prefeitura, estamos acompanhando também movimentações do governo feral, que anuncia recursos para os municípios e estados, segundo Paulo Guedes, recursos para garantir o atendimento à saúde, a educação, segurança e também o transporte coletivo das capitais”.
Ao ser questionado se o auxílio ao consórcio só pode ser feito em dinheiro, João afirmou, “sem dinheiro não funciona nada, agora temos que ver de que maneira que esse dinheiro, esse recurso financeiro entra no sistema”, ele estendeu sua falando alegando que, “não se trata de dar dinheiro para empresa, se trata de garantir empregos”.
Resende admitiu que é preciso ter recursos para garantir o funcionamento dos serviços e emprego dos funcionários, “mas nós não temos a obrigação de subsidiar serviço público, nós somos iniciativa privada”.
Em sua fala, o presidente do consórcio diz entende a situação do município e pretende “sentar” com a prefeitura, ministério público ou “com quem quiser” para apresentar as providências necessitadas pelo sistema de transporte.