Cidade
Em silencio e com crucifixos nas mãos, enfermeiros protestam na capital
Eles reivindicaram melhor condições de trabalharam e homenagearam colegas de profissão
Com máscaras, jalecos e crucifixos nas mãos, diversos enfermeiros que atuam na rede municipal de saúde homenagearam a profissão, os colocas mortos durante o combate ao coronavírus e protestaram contra as condições de trabalho e a forma como a enfermagem é tratada na rede pública.
Os enfermeiros foram na frente de 6 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Campo Grande, 4 Centros de Unidades de Saúde (CRSs) e também da Base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), para conscientizar o poder público e também a população.
A falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e falta de estrutura enfrentada pelos enfermeiros foram um dos motivos dos protestos, conforme afirmou o presidente do Sinte-PMCG, Ângelo Macedo.
“Não havia estrutura para tratar um problema desse âmbito, de uma pandemia. Nós estamos enfrentando problemas com relação aos EPIs, foi uma forma de reivindicar melhorias de trabalho também”.
Ângelo disse que além disso, outra reivindicação é sobre a “falta” da insalubridade, adicional ao salário de pessoas que atuam em profissões que oferecem risco a vida ou saúde, entre os profissionais de enfermagem aqui em Campo Grande.
O protesto foi feito em silencio, como o ato realizado por profissionais da saúde em Brasília no Dia do Trabalhador.